quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Definido o Goianão 2016. Campeonato poderá ser decidido nos pênaltis.

Os clubes decidiram manter a fórmula de disputa dos últimos anos para o próximo Goianão 2016.

Na primeira fase dois grupos com cinco times em cada grupo. No primeiro e no segundo turno jogos do grupo A contra grupo B, no terceiro os jogos acontecem dentro dos respectivos grupos.

Grupo A: Goiás, Anápolis, Trindade, Itumbiara e Crac.

Grupo B: Atlético, Vila Nova, Anapolina, Goianésia e Aparecidense.

Ao término da 1ª Fase, se classificam quatro clubes: os líderes de cada grupo e os dois melhores colocados na classificação geral entre os demais. Serão rebaixados os dois clubes de pior campanha no Campeonato, independentemente do grupo a que pertençam.

A única novidade é que não tem mais vantagem de dois resultados iguais para os times de melhor campanha nas fases finais.

Em caso de dois empates, ou vitória e derrota com igualdade de saldo de gols, a definição da equipe classificada será nos pênaltis.

A "vantagem" será apenas o segundo jogo em casa.

O Goiás chegou a sugerir turno e returno, com os campeões de cada turno decidindo o campeonato. Seria a melhor fórmula, com 20 datas, porém só estão disponíveis 19 e uma deve ficar de reserva para alguma eventualidade.

A Aparecidense apresentou uma proposta de dois grupos com cinco times em cada grupo, jogos em turno e returno, grupo A contra grupo B, classificam-se oito para a segunda fase.

Opinião

Eu esperava alguma novidade.

É um retrocesso o fim da vantagem para os times de melhor campanha.

Boa sorte ao Goianão 2016.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Opinião do torcedor: Respeite as cores Jovair!

Respeite as cores Jovair
Por Paulo Winícius Maskote

Torcida do Atlético, mesmo castigada, é a mais fiel.

No último dia 31 de outubro, às vésperas do Dia de Finados, a torcida do Atlético Goianiense, do time mais tradicional desse Estado, é assombrada com mais uma infeliz declaração do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Jovair Arantes. O dirigente e deputado federal solta pérolas como a de que a torcida do Atlético “...tem que tirar o pijama” e de que “... não gosta de futebol” e agora  deprecia o torcedor dizendo que “ Se a torcida continuar assim, não vai dar pra tocar o clube” (http://portal730.com.br/atletico-goianiense/jovair-arantes-abre-o-jogo-e-cutuca-a-torcida-se-continuar-assim-nao-vamos-dar-conta-de-tocar-o-clube).

O Dirigente afirma que a renovação do patrocínio com a Caixa Econômica Federal estaria mais difícil por culpa da ausência da torcida. Porém o torcedor se pergunta “Se o Atlético não renovar o contrato com a Caixa não seria muito mais porque o deputado da “bancada da bola” bateu de frente com o Governo Federal, questionando as contrapartidas e responsabilizações aos times e dirigentes que aderissem ao Profut ?”

Como culpar a torcida do Atlético por não ir ao estádio para ver esse time limitadíssimo que temos em 2015? Comparecer ao estádio para ver o que? O segundo pior ataque do campeonato? Ver um time que ficou em 6º lugar na fraquíssima edição do campeonato goiano de 2015? Torcedor não sai de casa pra ver mais um empate entre os tantos que já conquistamos, no máximo fica feliz de não sermos rebaixados e clama por um time competitivo para 2016. Ah, e não me venham falar de ausência da torcida em 2014, quando o time ate as dez ultimas rodadas da Série B ainda brigava para não ser rebaixado, só engrenou no final e ainda com ingressos caros. No futebol goiano, em geral, o torcedor não vai ao estádio se o time não inspira confiança, que o digam os públicos do Vila Nova de 126 pagantes contra o ABC e 139 pagantes contra o Paraná na série B de 2014 ou mesmo os públicos do Goiás contra Avaí e Chapecoense na série A desse ano, de 1.105 e 1.170 torcedores, respectivamente.  Todos esses públicos menores do que os que o Atlético vem tendo. 

Como se já não bastasse uma crônica verde e outra vermelha que não engolem o crescimento do Dragão, agora o torcedor tem que aguentar seu próprio dirigente lhe desprestigiando.  O que se passa na cabeça de um dirigente para falar mal da própria torcida? Alguém já viu alguma torcida crescer ou frequentar mais o estádio graças a um dirigente que critica sistematicamente o torcedor? Eu nunca vi, acho que pelo contrário só desmotiva. 

Seria então uma tentativa do dirigente de tirar o foco sobre a equipe limitada que foi montada sob sua anuência e concordância? Seria uma forma de não ter que falar e assumir suas responsabilidades sobre a dívida de cerca de 40 milhões de reais contraídas pelos dirigentes do clube nos últimos anos? Todas essas dívidas contraídas em gestões nas quais o senhor Jovair era dirigente. Inclusive a tão depreciada última gestão do ex-presidente Valdivino de Oliveira 2013-2014, na qual Jovair era o vice. 

Que história é essa de “Se continuar assim, não vai dar pra tocar o clube ? O senhor acha que está fazendo um favor em ser dirigente do Atlético ? Lhe respondo : Não está !! Aliás não é a torcida que deu um voto de confiança para o senhor?  Ou não foi o senhor que  propôs a extinção do Atlético para formar um novo time em fusão com o Goiânia no final dos anos 90 e início dos 2000? Não era o senhor o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético que assinou acordo ao lado de Alencar Junior pra acabar com o estádio Antônio Accioly e transformá-lo em Shopping em acordo com construtoras ? Torcedor bom para o senhor seria o da torcida organizada do Goiás ? Que apoiou sua campanha política para prefeito em 2012.  Porque deles não me lembro do senhor criticar (http://cleubercarlos.blogspot.com.br/2012/08/torcida-forca-jovem-do-goias-declara.html) .  

 Quem assume a gestão do Atlético tem que ter consciência de que temos uma torcida que foi massacrada desde os anos 1970 com péssimas gestões e jejuns de títulos. Justamente no período de maior crescimento populacional do estado e da capital o Atlético vê seus rivais ganharem muito mais títulos e ocuparem espaço em meios de comunicação que se proliferavam entre os brasileiros, como a TV, o Rádio Esportivo e Jornais, fazendo Goiás e Vila Nova ganharem milhares de novos torcedores.  É essa a situação que leva o Dragão, que teve a maior torcida do Estado, entre os anos 1940 e meados dos 70, a ter um decréscimo vertiginoso de torcedores. Só agora após 2006 é que a torcida atleticana está voltando a crescer, e  segundo pesquisa da PluriConsultoria, de 2012, era a torcida que mais crescia em Goiás. Porém é preciso paciência e empenho em ajudar nesse crescimento. 
É triste ver um dirigente atacar a torcida como se não tivesse responsabilidade nenhuma pelo afastamento dos torcedores do estádio. Qual a responsabilidade dos dirigentes pela situação de inatividade e abandono do Estádio Antônio Accioly desde 2011? O time ao se afastar de sua casa e de suas origens não perde o apoio uma grande maioria de torcedores?  

Do tempo das “vacas gordas”, quando o time esteve 3 anos na série A, até hoje, não houve nenhum investimento em iniciativas para aproximar o time da torcida. Nada de programa sócio torcedor (que times muito menores que o Atlético já tem), de campanha para vender títulos para novos sócios proprietários ou de investimento no setor de Marketing para fortalecer a imagem do clube junto a possíveis novos torcedores. Hoje o Atlético sequer tem uma sala de troféus ou um memorial destacando suas inúmeras glórias e feitos. 
O Atlético mantém cláusulas restritivas em seu estatuto ao só permitir que seja eleito presidente quem já ocupou cargo eletivo, o que quase inviabilizou as últimas eleições no clube. Ou seja, dessa forma só os mesmos dirigentes de sempre poderão ocupar a frente do Atlético. Depois ainda fazem o discurso covarde de que se os mesmos dirigentes de sempre estão assumindo é porque ninguém mais quer assumir, como se o nosso histórico Dragão estivesse “largado para as cobras”. Negativo senhores. Temos atleticanos capacitados em todos os campos da sociedade goiana, entre magistrados, intelectuais, desportistas, enfim, trabalhadores de todas as áreas. A torcida atleticana espera a tão falada reforma estatutária que foi prometida na posse da última gestão. Nós sócios também esperamos sermos chamados para ajudar o clube, e tomarmos pé da situação do nosso Dragão, e não só para votarmos de dois em dois anos. 

Está passando da hora de abrir o time para que novos torcedores possam se tornar sócios, contribuindo e opinando, visando a formação de futuros dirigentes. É preciso seguir o caminho de times que tem um grande contingente de sócios, que possam influir e contribuir nas principais decisões do time. 

O Atlético precisa voltar a ser o “Time do Povo”, e para que isso ocorra a abertura do time é indispensável. Torcedor não tem que só pagar ingresso e aguentar desmandos, endividamento do clube, destruição de patrimônio e ainda essa recente falta de ambição que chama o torcedor pra ver um time coadjuvante até no Campeonato Goiano. De 2006 a 2012 a torcida confiava no time e sempre apareceu em peso, sempre que o Accioly esteve funcionando o torcedor lá estava.  A torcida atleticana, mesmo castigada por ver a equipe conquistar somente três títulos em um período de 34 anos, entre 1972 e 2006, foi a campeã de público do campeonato goiano de 2006, mostrando que existia e resistia. Depois tivemos média de público superior ao Vila Nova na serie B de 2009, média de publico igual a do Goias  na serie A de 2010, e ate em situações como fuga de rebaixamento a torcida mostrou seu potencial quando compareceu em cerca de 20.000 torcedores no ano de 2013 no jogo contra  o Guaratinguetá, pela série B.  

O recado então é: Quer ser dirigente do Atlético?  Entenda mais da torcida e do clube que dirige. Nossa torcida está em reconstrução e proporcionalmente é a que mais comparece no estádio. Como dizia nosso torcedor histórico, o Divino Donizete, em seu carrinho de catar papel e nas arquibancadas: “RESPEITE AS CORES”.  Falar mal da nossa torcida não!!  

Paulo Winícius Teixeira de Paula – Historiador, Professor e Mestre em História pela UFG e sócio proprietário do Atlético Clube Goianiense. paulowinicius@gmail.com

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Notícias iguais, sentimentos diferentes


"Guto Veronez decide não se candidatar à reeleição no Vila Nova"

Provavelmente seja a pior notícia do ano para o torcedor colorado.

"Sérgio Rassi decide não se candidatar à reeleição no Goiás"

Provavelmente seja a melhor notícia do ano para o torcedor esmeraldino.

Enquanto um torcedor se preocupa o outro se anima.




domingo, 1 de novembro de 2015

Professor do Goiás é agredido no pátio do Vila Nova.

Um profissional foi agredido por que estava com uniforme do Goiás no pátio do Vila Nova.

Ele estava trabalhando, foi lá acompanhar um jogo entre Vila Nova e Goiás pelo Campeonato Goiano Sub-13.

Era um dia atípico, torcedores estavam no pátio comprando ingressos para o jogo desta segunda feira pela semifinal da Série C.

Porém, nada justifica o ocorrido.

Willian Mendes não era um torcedor provocando, ele é um profissional que estava lá à trabalho.

A diretoria do Vila Nova também não pode ser responsabilizada pela ignorância de uma minoria.

Os dois clubes repudiaram a agressão covarde:

Nota oficial - Goiás Esporte Clube

O Goiás Esporte Clube externa com veemência sua absoluta indignação perante os atos covardes de vandalismo, selvageria e barbárie de aproximadamente 15 torcedores do Vila Nova Futebol Clube com Willian Mendes, professor do Projeto Integração da equipe esmeraldina. O profissional alviverde foi agredido na manhã deste sábado, 31, no estacionamento do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, ao chegar para trabalhar na partida entre Goiás e Vila pela semifinal da Copa Goiás sub-13. O grupo de vândalos atacou Willian com socos e pontapés, quebrou o aparelho de telefone celular do professor do Goiás e rasgou suas vestimentas. Ato assistido por funcionários vilanovences que, além de não intervir, impediram a entrada de Willian na área dos vestiários do OBA. Sem condições de exercer seu trabalho, motivo pelo qual estava na sede do Vila Nova, Willian teve dificuldades em deixar o local, já que, mesmo após as agressões, não havia nenhum policiamento no estádio.

Toda a entidade esmeraldina condena quaisquer atos de vandalismo e agressão contra qualquer cidadão, ressaltando que sempre tratou com total respeito e cuidado todas as equipes que visitam o estádio Hailé Pinheiro ou Centro de Treinamento Edmo Pinheiro. Inclusive o próprio Vila Nova Futebol Clube e seus torcedores, em inúmeras ocasiões, lhes concedendo todas as condições de trabalho e assistência, sobretudo segurança. Desta forma consideramos a reciprocidade um sinal mínimo de civilidade.

O Goiás Esporte Clube prestará total assistência ao professor Willian Mendes e tomará as providências cabíveis no âmbito criminal da justiça comum e também junto à Federação Goiana de Futebol.

Além da agressão ao profissional esmeraldino, o Vila Nova infringiu o artigo 13 do regulamento da Copa Goiás categoria sub-13, que garante entrada gratuita em todos os jogos da competição. A agremiação colorada, em uma estratégia para dificultar a entrada dos pais dos atletas alviverdes, cobrou o valor de R$5 (cinco reais) pelo ingresso para que eles pudessem assistir à partida. Este fato está documentado em um vídeo que o Goiás Esporte Clube poderá disponibilizar aos interessados.

O Goiás lamenta, que ainda hoje tenha que conviver com práticas baixas e inescrupulosas no futebol goiano, ainda mais por se tratar de um evento que envolvia crianças, que estão em processo de formação e, tão novas, já sendo submetidas a cenas estarrecedoras como a agressão de hoje ao professor Willian Mendes.

Nota oficial - Vila Nova Futebol Clube

O Vila Nova Futebol Clube repudia todo e qualquer ato de violência contra torcedores ou funcionários, sejam eles vilanovense ou não. Na manhã do último sábado, tivemos uma situação isolada envolvendo um grupo de torcedores e um funcionário do Goiás Esporte Clube.

Ao tomar conhecimento da situação envolvendo Willian Mendes, o diretor das categorias da base Müller Meira, tomou frente e prestou toda assistência necessária para garantir a integridade física do profissional. O fato isolado que hoje aconteceu no OBA, também foi vivenciado por pessoas ligadas ao Tigre em outras ocasiões na casa do Goiás. A violência é um problema social e em conjunto esperamos resolver a situação da melhor forma.

É importante ressaltar que o acesso de toda a delegação da partida não teve nenhum problema ao adentrar nas dependências do OBA. Previamente avisados, atletas e comissão técnica, entraram e saíram pelo local destinado. Equipes visitantes tem entrada exclusiva localizada na Saneago. O funcionário do clube goiano chegou ao Vila pela entrada principal em seu veículo particular, o que no mínimo demonstrou ausência de prudência.

Em relação à alegação de cobrança indevida de ingressos para a partida, o valor simbólico era opcional.

Guto Veronez decide não se candidatar à reeleição no Vila Nova

Guto Veronez, presidente do Vila Nova decide não se candidatar à reeleição.

Sobre essa decisão:

É para se lamentar. O futebol goiano precisa de dirigentes arrojados e inteligentes como o Guto. Ele tirou o Vila Nova do fundo do poço.

É para reconhecer. Guto mostrou que é possível sim administrar bem o Vila Nova com boa vontade e disposição.

É para respeitar. Quando a decisão é de foro particular não há como questionar.

É para se preocupar. Existiria hoje outro "Guto" no Vila Nova?

Depoimento de Guto Veronez no Facebook:

OS ÚLTIMOS 30 DIAS ...
Por Guto Veronez

"Depois de mais uma grande conquista que não foi nada fácil começarão as VAIDADES no Vila, isso porque ainda não conseguimos nosso maior objetivo que é ser mais uma vez CAMPEÃO este ano. 
Hoje eu sei quem esteve comigo durante este ano que abri mão de tudo na minha vida particular, para viver no VILA NOVA e resgatar o respeito, à dignidade e a credibilidade,e hoje somos RESPEITADOS. 
Da mesma forma que sei quem esteve comigo, e sei quem não esteve, e quem só fez barulho (ARARA) e pouco ajudou,mais dizia que iria ajudar,e quem jogou contra o próprio clube e estava ali pertinho da gente torcendo pra dar errado.(se fudeu)
Palpites vieram e vão vir de todos os lados mas na hora de assumir o comando ninguém apareceu e ninguém quis pois sabemos que o Vinícius Marinari foi induzido para a eleições por alguns covardes que preferiram usar ele do que sair candidato (tenho as entrevistas) dar palpites é muito fácil ... Cornetar mais fácil ainda .... agora ir lá e executar é para poucos.
Em uma de várias reuniões que tivemos este ano ouvi de dois diretores que eu fui o pior presidente de gestão de pessoas no Vila, talvez por não agradar os mesmos em suas preferências, amizades e vaidades pessoais, mais sei q o fato de cobrar das pessoas que só engana ou se acham o TAL e fingem que trabalha é um ato natural que elas critiquem quem as o tira da ZONA DE CONFORTO elas são subordinadas e vão reclamar aos seus superiores e eles e acabam criando esse tipo imagem ...
Tmb ouvi pela rádio TIGRÃO que eu no momento das eleições usei algumas pessoas da diretoria apenas para obter votos, pois bem isso é política e na política de qualquer pleito eleitoral existe um pouco de interesse de ambos os lados, principalmente para um desconhecido PARAQUEDISTA.
Mais graças a Deus tudo deu certo independente do título que possa vir ou não mais vamos lutar por ele ...
Este ano foi excelente para o nosso VILA NOVA .... dois acessos... 
Ufa e como foi excelente .
O meu compromisso com o Vila se encerra 1 de Dezembro e não vai continuar.
Quero,vou e preciso ser um torcedor comum nas arquibancadas, o desgaste é muito grande com as VAIDADES e até mesmo com CIÚMES das pessoas que nos cercam.
Existe na minha opinião muita coisa a ser feita ainda de forma bem diferente, mais isso no meu ponto vista de gestor é óbvio, mas já não me pertencer mais ... 
Gostaria de que por tudo ou pouco que fiz vcs respeitassem a minha vontade de
NÃO pleitear mais o cargo de PRESIDENTE Executivo.
“Imagine a VIDA como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são: O VILA – sua Família – sua Saúde – seus Amigos e sua Vida Espiritual, e você terá de mantê-las todas no ar.
Logo você vai perceber que o VILA é como uma bola de borracha. 
Se soltá-la, ela rebate e volta.
Mas as outras quatro bolas:
Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.
Deve entender isto: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso..."


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Opinião do torcedor: Os 500 jogos do goleiro Márcio

MÁRCIO -  A MURALHA ATLETICANA E SEUS 500 JOGOS PELO DRAGÃO

O goleiro Márcio Luiz atingiu no dia 18 de setembro de 2015 a incrível marca de 500 jogos com a camisa do Atlético Goianiense: 34 gols marcados, 5 títulos conquistados e 2 acessos em campeonatos nacionais. Tais marcas o colocam ao lado dos melhores goleiros que já passaram pelo Dragão, como Paulista (décadas de 1940 e 50), Campeão (anos 60), Pedro Bala (anos 70), Leonetti (anos 80) e Márcio Defendi (anos 90). Márcio está entre os dez maiores goleiros artilheiros do mundo e é com certeza o arqueiro mais completo que já passou pelo futebol goiano, e tudo isso com a camisa do Atlético.

Mas, bastaria jogar muitas partidas e fazer gols para se tornar o maior herói da torcida atleticana do início desse século 21? Com certeza não. Heróis se fazem de grandes feitos, batalhas épicas, identidade com a torcida e com o clube, elementos que nunca faltaram à Muralha Atleticana.
Devemos pensar então porque Marcio é tão idolatrado pela torcida. Bom, como atleticano aponto algumas razões.

Em primeiro lugar, por seus feitos memoráveis, que jamais sairão da cabeça do torcedor atleticano. Márcio fez gols em todas as competições que disputou pelo Atlético: Campeonatos Brasileiros das séries A, B e C, Copa do Brasil, Copa Sul-americana e Campeonato Goiano, além de defender pênalti em final de campeonato. O goleiro artilheiro deixou sua marca contra grandes equipes do futebol, fazendo gols contra São Paulo, Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco e Universidade Católica do Chile, entre outros. Sempre demonstrou ser jogador de decisão. Em finais e jogos eliminatórios já fez de tudo, operou milagres, fez gols, defendeu pênalti e chorou com a torcida atleticana.

Em 2008, num jogo eliminatório pela Copa do Brasil, em pleno Estádio Olímpico em Porto Alegre, Márcio fez um golaço de falta, a disputa foi para os pênaltis, ele fez mais um gol, defendeu uma cobrança e o Atlético eliminou o Grêmio, calando milhares de tricolores gaúchos que ali estavam.  A torcida atleticana em Goiânia, que via o jogo pela TV aberta, foi ao êxtase. Em plena quarta-feira, houve um carnaval fora de época, torcedores fechando a rua em frente o tradicional bar de atleticanos, o Betos Bar.

Entre as façanhas do goleiro, não escapa à memória atleticana, no ano de 2010, o dia em que Márcio venceu outro mito do futebol, o goleiro Marcos, do Palmeiras, na Copa do Brasil. Com o Serra Dourada lotado e uma maioria de torcedores atleticanos, o Dragão venceu no tempo normal e a disputa foi para a cobrança de penalidades. Márcio defendeu três cobranças e fez um gol de pênalti. Tal feito garantiu o Atlético nas semifinais da competição figurando entre os quatro melhores times do país.

A última proeza sacramentada nas mentes e corações dos torcedores ocorreu em 2014, na final do Campeonato Goiano. Márcio defendeu um penâlti e se destacou como herói do titulo, ao lado do zagueiro Lino e do atacante Juninho, o que lhe garantiu quase toda capa do jornal do dia seguinte, símbolo de uma conquista talhada com sangue, suor e lágrimas, definida aos 48 minutos do segundo tempo.

A mística de Márcio como mito não para por aí. Para o torcedor, ídolo que é ídolo não pode “tremer” na hora dos clássicos, pelo contrário, tem que crescer e “maltratar”, no bom sentido, os principais adversários. É aqui que entra boa parte da mística de Márcio com a torcida. O camisa 1 cresce, e muito, nos clássicos. O Vila Nova é um caso a parte, é a equipe que mais tomou gols de Márcio, que aliás fez seu primeiro gol na carreira contra o Vila, em novembro de 2007, de falta, vitória do Dragão por 3 a 2. No total são 5 gols, 4 de falta e 1 de penâlti. Como se não bastasse fazer gols no Vila, o goleiro artilheiro também já pegou pênalti no clássico, em 2013, defendeu a cobrança do jogador Henrique Dias da equipe colorada e garantiu a vitória por 1 a 0.

Para o torcedor do Goiás o pesadelo não é menor. Márcio em 2014 não só fez gol nos esmeraldinos como defendeu pênalti no último jogo da final. Márcio simplesmente encerrou a carreira de Araújo, o maior artilheiro da história do Goiás. Caso fizesse o gol do tricampeonato, em uma campanha até então invicta, Araújo fecharia com chave de ouro sua última passagem pelo time da Serrinha. No entanto, no meio do caminho havia Márcio, que defendeu a cobrança do artilheiro. A última lembrança dos esmeraldinos sobre Araújo ficou nas mãos do nosso goleiro. Ao final, Márcio comemorou mais um título sobre o Goiás, o terceiro de sua carreira.

Outro fator é a identidade de Márcio com o time e a torcida. Vivemos a era do “futebol moderno”, ou pior, “futebol mercadoria”, tempos de times-empresa, de verão e aluguel, em que as equipes mudam de bairro, de cidade e até de nome e não criam identidade nenhuma com torcida ou jogador, em que dirigentes se preocupam mais em “fazer negócio” do que em dar alegrias e títulos para a torcida. Nessa conjuntura, na qual jogadores não passam mais que duas temporadas em uma equipe e beijam um escudo diferente a cada seis meses, Márcio demonstrou ser um ponto fora da curva. O paredão atleticano nunca foi mal agradecido, diferentemente de alguns outros que vestiram o manto rubro negro, tal qual o volante Róbston, que só teve glórias em sua carreira com a camisa do Atlético, mas renega o clube que o projetou e a torcida que lhe prestou homenagens. Ao contrário, a muralha rubro-negra se destaca pelas manifestações de amor e respeito pelo Dragão e a torcida atleticana, o que lhe garante lugar ao lado de ídolos atleticanos como Anaílson e Lindomar.

Não me lembro de ouvir o goleiro falar mal da torcida atleticana. Ao contrário de alguns dirigentes que tem a mania de maldizer a torcida - enquanto endividam o clube, destroem seu estádio e montam péssimas equipes - Márcio sempre demonstrou orgulho de jogar em um time tão tradicional quanto o Dragão, ele entende que a torcida atleticana foi massacrada por décadas com péssimas gestões no clube, jejuns de títulos, afastamento de seu bairro de origem, Campinas, e que a torcida está se reerguendo e voltando a crescer, junto com o Atlético.

 Exemplar desse carinho e identidade entre Márcio e a torcida atleticana foi vê-lo em 2007, logo após a conquista do título goiano contra o Goiás, em cima de um carro de som, na festa pós jogo no Estádio Antonio Accioly, nos bons tempos em que os jogadores iam comemorar com a torcida após os títulos. Como um garoto, Márcio dançava, pulava e fazia até coreografia de axé cantando com a torcida a gostosa provocação sobre o rival, engrossando o coro do “Pra frente, Pra Tras na (...) do Goiás”.

A identificação de Márcio com o Atlético Goianiense fez com que se destacasse como jogador diferenciado em um clube diferenciado. Somente um time com a tradição do Atlético Goianiense pode ter jogadores que alcançam a marca de 500 jogos. Times sem tradição dificilmente alcançarão tais marcas. Márcio se junta agora ao atacante Epitácio, que fez 535 jogos com a camisa do Dragão, entre a década de 40 e início de 60.

Por fim, aos gols, defesas, títulos e identidade com o clube, se junta o fato de Márcio ser um líder, de opiniões firmes, fazendo dele o capitão do time. Foi o primeiro goleiro em Goiás a fazer e jogar com uma camisa personalizada contra o racismo. Ciente de sua condição de formador de opinião e de que jogadores de futebol devem ter posição sobre questões que afetam a todos nós, fez questão de se colocar contra o racismo que vinha, e vem, assolando o futebol e toda sociedade. Ao se posicionar politicamente contra práticas racistas em campos de futebol, Márcio, um goleiro negro (como Pedro Bala, herói do campeonato goiano de 1970 e do Torneio da Integração Nacional em 1971), reafirma a tradição democrática e popular do Dragão da Campininha de ser um time com a cara de povo. Aliás, não é à toa que a expressão “time do povo” pode ser encontrada nas manchetes dos jornais à época do título goiano de 1964. Era assim que o Atlético era chamado, em contraposição ao time oficial do Governo, o Goiânia, e a outro time da capital, bem pequeno à época, de caráter bem elitista, o Goiás.
Márcio com certeza marca seu nome na trajetória do futebol brasileiro e goiano com a camisa do Dragão. Deixa em destaque sua marca para ser descrita nos livros sobre os principais jogadores e suas façanhas realizadas com camisa do Atlético, junto a Ari, Tarzan, Fabão, Plínio e Osvaldinho (nas décadas de 40 e 50) Jair, Luizinho, Paguetti, Raimundinho, Zé Geraldo e Gilberto (nas décadas de 60 e 70), Baltazar (até hoje o maior artilheiro dos campeonatos goianos, com a marca de 31 gols, no campeonato de 1978); Bill, Valdeir, Julio Cesar, Fernando Almeida e Marçal (nos anos 80); Oscar, Babau, Romerito, Lindomar, Claudinho, Rélber (nos anos 90); Rubsen (artilheiro do Goianão em 2002); e claro junto à locomotiva rubro negra que Márcio compôs ao lado de Anailson, Róbston, Wesley, Pituca, Juninho e Marcão a partir de 2006. A Muralha Atleticana, Márcio Luiz, constará entre os nomes que fizeram a estrela atleticana brilhar mais alto.

Márcio, saiba que a Campininha, o Accioly, o Atlético Clube Goianiense, são a sua casa e que milhares de torcedores tem você imortalizado na memória. Por tantas alegrias que nos proporcionou você fez com que acreditássemos que era possível e necessário fazer jus à grandeza e tradição do Dragão Goiano. Por isso, quando pendurar as luvas, torcemos para que seja no Atlético e nunca em um de nossos rivais. Seja como for, tenha certeza de que em nossas lembranças sempre ecoará o grito de “PQP... é o melhor goleiro do Brasil. MÁRCIO!!!”.

Autor: Paulo Winícius Teixeira de Paula – Historiador, Professor e Mestre em História pela UFG - Universidade Federal de Goiás. Email: paulowinicius@gmail.com

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Opinião do torcedor: Infância, saudades, Campininha das Flores e meu Atlético.

Infância: Saudades, Campininha das Flores e meu Atlético.
Pela volta da nossa casa: Estádio Antônio Accioly.

Saudosismo tem por definição recordar coisas boas do passado. Este sentimento tem sido constante em meu coração nos últimos dias, especialmente porque no último dia oito de junho, nasceu minha princesa Valentina, e espero ansiosamente pelo momento de irmos ao estádio juntos.

Essa espera tem me trazido muitas lembranças do meu tempo de criança, onde na maioria das vezes meu pai me acordava no domingo de manhã para podermos tomar o nosso café e caminharmos até onde considerávamos a nossa segunda casa, o estádio Antônio Accioly, na famosa avenida 24 de Outubro, no bairro mais antigo de Goiânia, a saudosa Campininha das Flores.
Era uma espera ansiosa, pois não via a hora de segurar na mão do meu pai e caminhar nas ruas deste bairro maravilhoso, onde nascemos e cultuamos juntos o amor incondicional pelo nosso glorioso Atlético Clube Goianiense.

Eram manhãs especiais. Encontrávamos com vários amigos no caminho, muitos de infância do meu pai, que também iam a pé para o estádio. Muitos eram os filhos dos amigos de meu pai, que eram meus amigos, e que jogavam comigo na escolinha, nos campinhos de areia que ficavam nos fundos do estádio. Sentia uma alegria muito grande de encontrar nossos amigos, que até hoje perduram na linha do tempo, fazendo de nós a família atleticana.

Éramos realmente fortes e unidos! Torcíamos, celebrávamos juntos os lances, os gols, gritávamos com os juízes e os bandeirinhas, vítimas constantes por estarem próximos, na beira do alambrado. Meus olhos saltitavam de alegria com os fogos de artifícios que brilhavam no céu, meus ouvidos se desorientavam proporcionando momentos emocionantes. Aos gritos de "Solta a fera" e ao balanço das redes adversárias, muitos pulos e abraços faziam de nós mais íntimos, mais família.
E nos intervalos? Uma moeda dada por meu pai me fazia correr de alegria ao encontro do carrinho de picolé, que sempre estava ali, às margens da tela que separava o campo da imensa torcida. Lembranças de um tempo muito mais doce que o picolé, que acalmava o coração em fogo de um menino atleticano.

Uma torcida linda, colorida de preto e vermelho, apaixonada, cheia de bandeiras, faixas nas cabeças, uma bateria barulhenta, e muita alegria. Lembro-me que tinha até uma banda marcial, tocando marchinhas, que embalavam mais de 3 mil vozes que gritavam do começo ao fim do jogo. Somas que faziam daqueles momentos mais que uma partida de futebol, e sim um espetáculo, que faziam de nós mais que uma torcida, mas uma família.

Fui privilegiado, por muitas vezes entrei de mãos dadas com jogadores no campo. O mascote, um personagem inesquecível da minha infância, um Dragão, que me causava euforia e alegrava aquela vibrante torcida. Eram tempos de muita felicidade e existia um sentimento de que fazer parte daquilo tudo era algo muito importante. Não era apenas torcer para um time, mas fazer parte de uma comunidade e de uma história que vinha de gerações passadas. Essas recordações me deixam orgulhoso de fazer parte dessa história. Sinto muitas saudades daquele tempo e me vem uma vontade gigante de continuar proporcionando aqueles sentimentos, que ajudaram a me construir como homem, filho, e agora pai.

A exemplo de meu pai quero que minha filha, quando maior, possa sentir o mesmo que sinto, que a casa do Atlético Clube Goianiense, o estádio Antônio Accioly, é sua segunda casa! Que os espetáculos atleticanos, desde sua idade mais tenra, possam ser tão fabulosos quanto são em minhas lembranças. Já imagino, minha valente atleticana nas arquibancadas, junto aos filhos dos amigos de infância, que ganhei ali, aos pulos e gritos, comendo amendoim e se refrescando com picolés e refrigerantes. Que o grito da minha pequena menina, seja tão forte e fiel quanto o meu!

Vejo a possibilidade de reprodução e continuidade da minha infância, na Campininha das Flores, no Accioly, no meu Dragão. Que o gramado possa ser sua inspiração, que de mãos dadas aos jogadores ela possa ver de perto o fantasioso e meigo dragão, alegrando novamente nossa torcida. Que seu coração pule de emoção em meio aos clarões e  trovoadas dos foguetes. Que sua alma comemore e viva cada emoção possível em uma partida do nosso Atlético.

É, porém temos observado, com olhos de muita tristeza, uma situação que nos deixa preocupados. Nossa casa está abandonada e nossos jogos cada dia mais vazios, com poucos torcedores, naquela imensidão que é o estádio Serra Dourada. E nós, torcedores fiéis, vivendo ainda muitas emoções e alegrias, sentimos falta do nosso Accioly e daquele tempo glorioso. Que os dirigentes possam entender a importância da nossa casa, do Atlético Clube Goianiense, para reaproximar nossa torcida, elevando as atrações nos jogos, para que possamos consolidar a história dos filhos e dos filhos de nossos filhos e para que sejamos cada dia maiores e melhores. Pois, para que haja uma família unida é preciso que se tenha um lugar seguro e aconchegante. É fato que sem uma casa nenhuma família tem condições de ser feliz, e o estádio Antônio Accioly, o bairro de Campinas, é a casa da família atleticana e do nosso Dragão.

      Schubert Martins
Representante Comercial, Estudante de Administração, Campineiro e torcedor apaixonado pelo Dragão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Confrontos brasileiros na Sul-americana estão definidos

Estão definidos os confrontos Brasileiros na Copa Sul-americana 2015.

O Brasília entra por ter sido campeão da Copa Verde 2014.

Os outros são os melhores colocados no Campeonato Brasileiro, excluindo os da Libertadores e os classificados para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Critério ridículo. Vaga na Sul-americana é prêmio de consolação para os desclassificados da Copa do Brasil.

Outra trapalhada foi a CBF prometer vaga na Sul-americana para o campeão da Copa do Nordeste.

O Ceará conquistou esse direito em campo. Mas quando viram que o time cearense poderia chegar à fase oitavas de final da Copa do Brasil, trataram de publicar um comunicado avisando que o time cearense não poderia participar das duas competições.

As vagas na Sul-americana deveriam vir dos torneios regionais e dos melhores do Brasileiro, independente se estão ou não na Copa do Brasil.

Confrontos brasileiros:

Brasília x Goiás
Bahia x Sport
Ponte Preta x Chapecoense
Joinville x Atlético-PR