terça-feira, 29 de julho de 2014

Logo o Neymar?

A nova comissão técnica da Seleção Brasileira não está apresentando, pelo menos nos discursos, algo novo para a Seleção Brasileira.

Gilmar Rinaldi e Dunga demonstraram nas entrevistas que estão mais preocupados com o que a Seleção tem de melhor: Neymar.

Gilmar criticou a forma de apoio a Neymar antes do jogo contra a Alemanha, onde cada jogador entrou em campo com bonés escrito "Força, Neymar". Ele preferia um "Força, Bernard".

Ora bolas, que bobagem. Para começo de conversa os jogadores só souberam quem iria jogar no dia do jogo. Como confeccionariam um boné? O "ex-empresário" deveria era lembrar que a estratégia do treinador é que foi equivocada. Uma declaração dessa só desvia o foco do péssimo trabalho feito por Felipão.

Dunga também implicou com o jogador, que pintou o cabelo durante a Copa.

E daí?

Neymar é a maior revelação do futebol brasileiro nos últimos tempos, desde 2009 ele troca de penteado e cor de cabelo como troca de roupas. Isso não vem impedindo que ele seja um jogador determinado, bom de grupo, obediente taticamente e que faz a diferença na maioria dos jogos.

Dunga não quer que ninguém apareça mais do que o outro no grupo. Tudo bem, legal. Mas será que ele vai se vestir novamente como se estivesse em um baile de carnaval? Na entrevista para o Fantástico ele disse que vai depender do "momento". Então o Neymar não pode usar um boné escrito Neymar e ele pode se vestir como quiser?

Pelo jeito Neymar não terá vida fácil na Seleção Brasileira. Dunga é carrancudo. Até hoje não admite que errou ao não levá-lo para a Copa de 2010. E não aparenta concordar que ele seja imprescindível.

Neymar não foi, não é e nem será em nenhum sentido, problema para a Seleção.

Dunga já começa no caminho errado.

O Brasil precisa é evoluir taticamente, e disso o Dunga não falou até agora. Pelo contrário, ele disse que o futebol não mudou. Seguindo essa linha ele vai fracassar.

Acabou a época do volante "Brucutu", do meia que não marca e do centroavante paradão na área. O futebol mudou e muito.

De volta para o passado

Terminada a Copa do Mundo se esperava que o futebol brasileiro olhasse para para frente.

A esperança era de uma renovação das idéias.

Aí a CBF contratou o Dunga.

O Flamengo trouxe Luxemburgo.

E agora o Grêmio traz Luiz Felipe Scolari.

O técnico dos 7 a 1, o Felipão que rebaixou o Palmeiras.

Retrocesso.

O critério de planejamento é completamente controverso. Sai de Enderson Moreira, um técnico jovem, para um em fim de carreira.

Daqui a duas rodadas o Grêmio pega o Inter no Beira-Rio. Dois jogos depois enfrenta o Cruzeiro.

Felipão assume o Grêmio em 10º.

Conseguirá ele um 3º lugar como o que Luxemburgo conseguiu no Grêmio em 2012.

Conseguiria ser vice campeão como foi Renato Gaúcho no ano passado?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Imoral? ilegal? Goiás e Vila decidem "cumprir" perda de mando de campo

Goiás e Vila Nova perdem mando de campo na terça e "decidem" cumprir nos seus jogos quarta e quinta.

Dessa forma, o duelo entre Goiás e Anápolis, às 22h, na Serrinha, e o confronto entre Vila Nova e Goianésia, na quinta-feira, às 19h30, no Serra Dourada, terão portões fechados.

Os clubes pediram para cumprir imediatamente as penas e o TJD/GO e a FGF aceitaram.

Uma decisão que, juridicamente, é altamente questionável.

Vamos aos pontos:

Primeiramente o Estatuto do Torcedor foi descumprido: "Art. 20. É direito do torcedor partícipe que os ingressos para as partidas integrantes de competições profissionais sejam colocados à venda até setenta e duas horas antes do início da partida correspondente."

Se os ingressos estavam à venda, os clubes não poderiam "fechar os portões". Não é elementar meu caro leitor?

E ainda, o TJD publicou que a pena de cada time foi: "PERDA DE UM MANDO DE CAMPO COM PORTÕES FECHADOS MAIS A MULTA DE R$ 10.000,00 (DEZ MIL REAIS)"

Na decisão não há nada que especifique que a perda do "mando de campo" será na casa do time que perdeu o mando de campo.

Na minha humilde interpretação da frase os clubes teriam que cumprir a pena em outro estádio e sem torcida.

Mesmo assim a decisão do tribunal não poderia especificar a forma de cumprimento da pena, já que a "perda" do mando de campo é determinada pelo regulamento da competição:

Olhem o que diz o inciso 2º do artigo 175 do código: A forma de cumprimento da pena de perda de mando de campo, imposta pela Justiça Desportiva, é de competência e responsabilidade exclusivas da entidade organizadora da competição, torneio ou equivalente, devendo constar, prévia e obrigatoriamente, no respectivo regulamento.

E no Regulamento Geral das Competições da Federação Goiana de Futebol diz:

Art. 12 - Nos casos em que uma associação for apenada com perda de mando de campo, caberá exclusivamente à Diretoria da Federação Goiana de Futebol, determinar o local onde a partida deverá ser realizada, a qual não poderá ser na mesma cidade sede da associação apenada, no entanto sem restrição de distância da cidade sede desta associação, com cobrança normal de ingressos ao público, sendo o estádio substituto, já possuidor dos Laudos do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária.

E o inciso único desse mesmo artigo diz: A Federação Goiana de Futebol somente executará a pena de perda de mando de campo na partida que venha a ocorrer após decorridos cinco dias úteis da decisão da Justiça Desportiva que a impuser, tendo em vista os prazos necessários para as ações logísticas relacionadas com a mudança do local do jogo.

A justificativa das partes para ignorar esse artigo é que o termo "PORTÕES FECHADOS" na decisão do TJD deixou o regulamento omisso.

E toda essa manobra foi para que o Goiás e Atlético não seja com portões fechados.

Será no mesmo Serra Dourada, o ringue dos brigões.

Ou seja, uma vergonha.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

E se fosse o Fluminense?

E se fosse o Fluminense no lugar da Portuguesa?

A CBF teria notificado o STJD sobre o jogador "irregular"?

O procurador geral Paulo Schimdt ofereceria denúncia ao Flu? Ou seria coerente a 2010 quando disse que era moral prevalecer o resultado de campo?

Será que o STJD rebaixaria o Fluminense ou reconheceria que não estava cumprindo o estatuto do torcedor em relação à divulgação do resultado dos seus julgamentos?

O advogado do Fluminense citaria o "Pequeno Príncipe"?

Se o Fluminense fosse pedir um adiantamento, a CBF colocaria como condição que não entrassem na justiça?

Se torcedores do Fluminense conseguissem liminares colocando o time na primeira divisão a CBF tentaria cassar alguma?

Será que a CBF, na presença do representante da Globo, proporia um pacto aos times, para que nenhum procurasse ou se beneficiasse de alguma decisão da justiça comum, sob pena de não receber cotas da televisão?

Será que a TV Globo faria vistas grossas sobre uma investigação de que a entrada do jogador em campo possa ter sido motivada através de um suborno?

Será que a CBF tentaria tirar o promotor do caso? Ou a CBF incentivaria uma investigação, para justificar que o Flu não mereceria o rebaixamento, diante de um suposto ato criminoso de um funcionário?

E se fosse o Fluminense?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Paz X Organizadas

Torcida Organizada é uma ideia que não deu certo.

O futebol seria melhor hoje sem as torcidas organizadas.

Essas são verdades inquestionáveis. E essa praga tem que acabar.

E se alguém achar que estou generalizando, estou generalizando mesmo. A organizada que é boazinha de hoje será má quando crescer.

Brigas e mortes já se tornaram tão comuns entre esse pessoal, que já foram para o campo das estatísticas.

Mas torcida organizada está ficando fora de moda. Essas organizações, a cada dia que passa, são reconhecidas como coisas do mal, do crime.

Mas alguém pode me lembrar que lá tem gente boa. Tem sim, uma minoria gente boa que não se importa de estar ao lado de gente ruim.

E o cerco está se fechando.

Em muitos estados já estão proibidas.

Clubes já estão cortando relações com esse pessoal.

Jogadores do estado de São Paulo agora ameaçam greve se os times não cortarem relação com esse povo.

Quem assim seja.

Que a Paz vença.

O doping de Robston

Robston caiu no doping.

Admite ter usado cocaína e isso não pode.

Agora está à mercê dos rigores das leis esportivas. E nesse caso elas são muito rígidas.

O Vila Nova vai dar toda assistência ao jogador, mas dificilmente lhe dará uma nova oportunidade.

Quando acabar o contrato, adeus Robston.

O Vila perde o seu melhor jogador e Robston perde a oportunidade de terminar a carreira fazendo história em mais um clube de Goiânia.

Situação triste e comum no futebol. Jogadores que jogam muito e pensam pouco.

Robston é um cara legal. Tem uma história de luta, já sofreu bastante. Teve muitas vitórias, conquistas e também já "pisou na bola" muitas vezes.

Já foi muito indisciplinado, mas por último parecia estar "de boa", e era exemplo de profissionalismo no Vila Nova.

Fiquei surpreso com a notícia, não imaginava que um cara tão "escolado" como ele não entraria numa fria dessas.

Nesse momento Robston precisa de ajuda, de apoio e de puxões de orelha.