domingo, 26 de abril de 2015

Decisão do Goianão: Um time contra uma camisa.

Vai começar a decisão do Goianão 2015.

De um lado a Aparecidense, o melhor e mais regular time do campeonato.

Do outro o Goiás, um time que se classificou com a força da sua camisa e tradição no campeonato goiano.

A Aparecidense foi o mais eficiente time que vi nesse estadual. Não teve problemas financeiros, ofereceu boa estrutura desde a pré-temporada, manteve o mesmo técnico e a base da escalação:

Escalação da Aparecidense na estreia, 0 a 0, contra o Itumbiara, no dia 01/02: Pedro Henrique; Eduardo Arroz, Mirita, Felipe e Paulo César (Clayton Sales); Geovane, Abuda (Keninha), Willian Kozlowski e Washington; Robert e Elionar Bombinha (Tozin). Técnico: Márcio Azevedo

Escalação da Aparecidense para o primeiro jogo da decisão: Pedro Henrique; Eduardo Arroz, Filipe, Mirita e Paulo César; Jeferson, Geovane, Willian Kozlowski e Washington; Robert e Tozin. Técnico: Márcio Azevedo.

Durante o campeonato a escalação da Aparecidense foi modificada, para melhor, apenas a dupla de volantes com as entradas de Jeferson e Geovane e o comando de ataque com o artilheiro Tozim que virou titular desde a 3ª rodada do 2º turno.

Já o Goiás mudou bastante desde a estreia, no dia 31/01, no 2 a 2 contra o Trindade: Renan; Bocão, Felipe Macedo, Júnior Lopes e Felipe Saturnino; Rodrigo, David e Esquerdinha (Paulo); Ruan (Danilo), Erik e Bruno Henrique (Felipe Menezes). Técnico: Wagner Lopes.

Escalação do Goiás para o primeiro jogo das finais: Renan; Everton, Felipe Macedo, David e Alex Alves; Ygor, Rodrigo, Esquerdinha e Felipe Menezes; Ruan e Erik. Técnico: Hélio dos Anos.

Para o jogo deste domingo vemos apenas a manutenção de Renan e Felipe Macedo na linha de defesa. David, da base, vai estrear no time profissional com Alex Alves indo atuar na lateral esquerda improvisado. No meio entra Ygor, experiente, porém fora de ritmo vindo de contusão. Felipe Menezes não foi titular na estreia, mas se firmou durante o campeonato com um rendimento satisfatório. Ruan, irregular na competição, será titular ao lado de Erik. Outra mudança foi a troca de treinador.

Por todos esses fatores a Aparecidense hoje é melhor que o Goiás, por isso a considero favorita.

O Goiás, se levar a taça, será pela força da sua camisa. Em tempos atrás eu poderia dizer que seria também pelo fator torcida, porém nos tempos atuais, há esmeraldino até torcendo contra para que a diretoria acorde e invista no Brasileirão.

Será o duelo de um time contra uma camisa.

domingo, 5 de abril de 2015

Sobre a volta de Hélio dos Anjos

Não precisei de fazer muito esforço para saber no sábado da semana passada que Wagner Lopes sairia e depois que Hélio dos Anjos voltaria.

Estava na cara.

E digo mais, Hélio estava acertado, a história de negociação Ney Franco, Sérgio Soares e Vagner Mancini foi encenação.

Há quem diga que ele está ultrapassado. Não chego a tanto, apenas ressalto que ele estava "fora do mercado". Não era mais treinador de Série A. Os seus últimos trabalhos no Fortaleza, no Atlético/GO e no Figueirense foram muito ruins. Ele deve refletir o que fez de errado nos últimos clubes que passou para não repetir agora.

Essa oportunidade de voltar ao Goiás foi um presente para ele, coisa de amigo mesmo. Hélio retorna por causa da sua amizade com Harlei. Isso é fato. E o erro pode estar aí. Mas isso só o tempo dirá. O amigo e ex-comandado agora terá que saber agir como patrão.

Será que Harlei avaliará o trabalho de Hélio, com o mesmo rigor que observou os defeitos no antecessor com 75% de aproveitamento? E se precisar demiti-lo?

Hélio tem história no Goiás. Bons trabalhos, títulos regionais e uma série B, mas nenhum de destaque na Série A, apenas campanhas médias. Geninho e Paulo Gonçalves foram os melhores nesse quesito.

O seu retorno é um grande desafio. De cara terá que conquistar o Campeonato Goiano. Caso contrário Wagner Lopes será lembrado como o treinador que jogava feio mas ganhava.

Se for campeão Goiano não terá feito mais do que a obrigação. As cobranças virão com gosto no Brasileirão.

Hélio divide opiniões. Já traz polêmica antes de chegar em Goiânia.

Talvez isso seja proposital para desviar o foco da confusa administração do Goiás no futebol profissional.

O que está sendo feito não foi o que ficou prometido no ano passado. O presidente Sergio Rassi disse que a economia de 2014 seria o investimento  2015. Cadê? O Goiás fez foi reduzir o investimento e aumentar os preços dos ingressos.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Cai quem não deveria ter subido, que o Grêmio Anápolis seja o próximo.

O time do Caldas Novas, mesmo com patrocínio do Grupo Lagoa Quente, da Prefeitura e dinheiro da TV, está dando cano de 2 meses de salário dos jogadores.

Os dirigentes também estão devendo para fornecedores.

No ano passado fizeram o mesmo na 2ª divisão. Foram processados pelo sindicato dos atletas e devem mais de 300 mil reais do ano passado.

Nesta quarta-feira, depois de perder por 2 a 0 para o Goianésia, o rebaixamento foi confirmado.

Bem feito.

Que essa estreia do Caldas Novas na primeira divisão tenha sido uma despedida.

Grêmio Anápolis

Falta mais um time a ser rebaixado.

Acredito que para o bem do futebol goiano esse tem que ser o Grêmio Anápolis.

Diferente do Caldas Novas, lá no Grêmio os compromissos são honrados.

Mas o time não tem objetivos e muito menos torcida.

Um time que leva 42 pagantes no estádio não merece disputar a primeira divisão.

Depõe contra o campeonato.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Governo assina MP que pode mudar o futebol brasileiro

Ex-jogador Cafu cumprimenta a presidenta
Em 2015 a presidenta Dilma Rousseff está tomando de goleada pelas suas medidas no tal "ajuste fiscal".

Mas nesta quinta-feira ela fez um golaço.

Ela não cedeu às pressões da CBF, dirigentes e bancada da bola. Cumpriu o prometido e atendeu as sugestões do movimento Bom Senso FC.

Dilma Rousseff assinou a medida provisória que flexibilizará a negociação das dívidas de clubes com a União, que somam mais de R$ 4 bilhões. As dívidas serão parceladas em 120 ou 240 meses com o reajuste pela Selic. Nos três primeiros anos, o pagamento será de 2% a 6% das receitas dos clubes.

Uma "moleza" que exigirá apenas que os clubes tenham adequar despesa e receita.

O dirigentes terão que pagar em dia os salários de profissionais (incluindo direito de imagem).

A medida trará efeitos à curto e longo prazo.

À curto prazo os times que renegociarem as dívidas terão as certidões para organizarem as suas receitas.

E futuramente, se seguirem as regras, terão suas gestões saneadas.

Essas são as principais contrapartidas exigidas:

1 – Os clubes terão de apresentar auditorias regulares

2 – Os clubes terão de pagar em dia suas obrigações contratuais, trabalhistas e previdenciárias

3 - Os clubes só poderão gastar no máximo 70% da receita bruta com o futebol profissional

4 – Os clubes se comprometem a aumentar investimento nas categorias de base e futebol feminino

5 – Não será possível realizar antecipação de receitas para mandatos posteriores

6 – Os clubes terão de adotar de programa progressivo de redução de déficit para serem zerados em 2021

7 - Respeitar todas regras de transparência previstas na Lei Pelé

Tudo ainda será regulamentado. Já passa a valer a partir desta desta sexta-feita. Depois, vai passar pela Câmara e Senado para a aprovação final.

Que a bancada da bola não arrume alguma "gambiarra".

quinta-feira, 5 de março de 2015

Treinador é demitido por ser enjoado demais

Ninguém aguenta gente enjoada e mal educada.

Enderson Moreira passou dos limites no Santos e acabou demitido. Tratava muito mal os jogadores da casa e vivia cobrando reforços.

Insistia para que contratassem Walter enquanto não dava chance para Gabigol. Ficou explícito que ele "preparava o terreno" para o atacante gordinho do Fluminense.

Vários pratas da casa do Santos foram humilhados pelo treinador. O último foi o zagueiro Gustavo Henrique no treinamento da manhã desta quinta-feira.

Segundo a Folha de São Paulo, Robinho passou uma mensagem para o presidente relatando o ocorrido e avisando que não dava mais,

Modesto Roma de imediato foi para o CT para conversar com o técnico não "baixou a bola" e a discussão culminou na sua saída.

A demissão foi comemorada pelos jogadores.

Neste momento Enderson pode estar arrependido. Perdeu um bom emprego em um grande time. E depois desse episódio, dificilmente deve ter outra oportunidade como essa.

Ninguém perde em ser bom, respeitoso e humilde. Que Enderson tenha aprendido a lição.

É como diz essa frase que encontrei na internet: "Ser humilde com os superiores é uma obrigação, com os colegas uma cortesia e com os inferiores uma nobreza."



terça-feira, 3 de março de 2015

Técnico do Goiás critica pratas da casa.

O técnico Wagner Lopes "soltou os cachorros".

Disse que os pratas da casa estão mostrando que não tem condições.

Rodrigo fez o gol que salvou o Goiás da derrota para o Trindade no primeiro turno. Naquele 2 a 2 na estreia.

Felipe Saturnino fez o gol de empate contra o Trindade no segundo turno.

Foi um garoto que abriu o placar ontem contra o Crac.

Reclamou até do Erik que foi o responsável pela vitória contra o Atlético.

Se tirarmos esses pontos onde o Goiás fica?

É muito fácil descarregar no lado mais fraco.

E o goleiro Renan que falhou no primeiro gol do Crac?

E os reforços do Harlei, respaldados pelo treinador?

E a falta de criatividade da diretoria para buscar recursos e trazer reforços de peso?

Se aquela falta do Crac não tivesse entrado e terminado 2 a 1 para o Goiás ele falaria daquela forma?

O treinador precisa é trabalhar. Jogou na segunda, fez hidroginástica na terça, folga na quarta e só volta a treinar na quinta.






quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Estatuto não permite ao Vila jogar de preto


A diretoria do Vila Nova quer jogar de preto.

A ação de marketing é voltar a usar vermelho depois que o Vila voltar para a primeira divisão.

Mas...

Está no Regulamento Geral das Competições organizadas pela FGF:

"Obrigam-se as associações, a utilizarem uniformes nas cores predominantes estabelecidos em seus respectivos estatutos".  (Artigo 28)

No Estatuto Oficial do Vila Nova não fala nada de jogar de preto. Só se fala em vermelho e branco.

Art. 147

e)- As Cores: O uniforme principal do VFC terá como padrão camisetas vermelhas, compostas
ainda do escudo do clube em recortes brancos e do número respectivo em branco, calções
brancos e meiões vermelhos. Poderão, ainda, as equipes do VFC, usar uniformes
alternativos, para camisetas, calções e meiões, conservando o escudo do VFC, podendo
ser diversificadas as disposições de cores. Idênticas cores serão usadas nos agasalhos,
toalhas, malas, maletas e outros acessórios.


Diversificar a disposição de cores não é o mesmo que diversificar as cores.

O Vila consultou a Federação. Não há veto. Há a recomendação de que não é permitido.

Vale lembrar que o timq não poderia ter usado a cor laranja entre 2008 e 2009. A última vez que utilizaram essa camisa foi quando o Vila perdeu de 6 a 1 para o Goiás.

E tem mais.

Diante da polêmica o Vila decidiu não usar preto pelo menos na estreia, sábado, contra o Novo Horizonte, em Ipameri.

Mas já não poderia utilizar mesmo.

O uniforme nº 1 do Novo Horizonte é predominantemente da cor preta. Segundo o regulamento se houver coincidência nas cores é o visitante que troca o uniforme.

Minha opinião é de que o Vila use a camisa da cor que quiser. Sou contra a proibição. Ao mesmo tempo sou contra que qualquer time do mundo jogue com camisas com cores que não sejam as suas de origem.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Mais um capítulo da novela Walter-Goiás


Walter quer sair do Fluminense.

Lá, com Fred, ele não vê esperanças de jogar.

Enderson Moreira o queria no Santos. Mas o treinador não conseguiu convencer a diretoria.

Ele quer sair mas como não é bobo não quer ganhar menos do que ganha lá.

Os problemas com a balança e o alto salário o colocam numa situação difícil no mercado.

Waltinho então ligou e pediu emprego no Goiás.

O Fluminense topa pagar 100 dos 240 mil reais de salários. O Goiás consegue pagar até 100 mil.

Para completar uma parte o time esmeraldino precisaria de um parceiro.

Pensaram na rede de lanchonetes Burger King para entrar com 40 mil.

Parecia uma sacada interessante.

Mas a empresa não quis. Alegou que não havia recursos  disponíveis e que o orçamento do Marketing havia sido fechado em outubro.

Não acredito nessa versão. Parte do salário do Walter ou o salário inteiro não seria problema para uma empresa desse porte.

Associar a marca a um atleta que não se cuida é que pode ser arriscado.

Um garoto propaganda é a imagem de uma empresa.

Fora os outros riscos de se investir em jogador. Pode machucar, jogar mal, brigar e etc.

Não é tão simples, a ideia pode parecer boa, empresa grande tem dinheiro mas não sai gastando sem medir prós e contras.

O Goiás não desistiu.

Vai continuar tentando.

É prudente que primeiro tenham a liberação do Porto.

O time português é o dono dos direitos do jogador.

Nada adiantará acertar com o Burger King, a Coca-cola e as rosquinhas Mabel se o Porto não liberar.