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sábado, 16 de junho de 2007

Raimundo Queiroz na berlinda

O ex-presidente do Goiás, Raimundo Queiroz, esteve presente na aclamação de Hailé Pinheiro como presidente do Conselho Deliberativo. Se tivesse votado e ido embora, como muitos fizeram, evitaria de ouvir o que ouviu. No fechamento da sessão, Hailé Pinheiro, o mandatário máximo do Goiás, redigiu um discurso e leu de forma emocionada, falou das dívidas atuais do clube, disse que o conselho Fiscal não poderá ser apenas uma figura estatutária, advertiu sócios e conselheiros que a responsabilidade deve ser dividida com todos, disse que o poder não pode ficar na mão de uma só pessoa, avisou que mudará os estatutos e que a cada dia tem surpresas deságradáveis como uma dívida trabalhista de 170 mil reais com o zagueiro Júlio Santos e outras que deverão surgir.

O discurso de Hailé foi direcionado a má gestão de Raimundo Queiroz. No início, com poucos dados, apenas com as acusações de Ediminho Pinheiro, vice-presidente, os argumentos de Raimundo Queiroz e as tentativas de colocar "panos quentes" de Pedro Goulart e Hailé Pinheiro, acreditei que essa "briga" era pessoal. Eu estava errado. Alguns conselheiros também achavam isso, agora mudaram de idéia. Raimundo é vilão no Goiás.

Não tem mais discussão, a administração Raimundo Queiroz foi desastrosa, posso até dizer que foi irresponsável. Raimundo deixou dívidas com fornecedores, jogadores e agiotas, teve gastos excessivos com cartões de crédito, fez empréstimos irregulares, não pagou impostos e pra piorar antecipou receitas.

Sei que conselheiros podem até pedir uma sindicância, e aí a situação de Raimundo, que já é terrível, pode piorar e muito.

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