Páginas

terça-feira, 31 de julho de 2007

Estudo defende que jogadores de futebol usem capacete

Usar uma proteção para a cabeça tem papel efetivo na redução dos riscos de concussão cerebral entre os jogadores de futebol, afirmou nesta terça-feira um pesquisador canadense, principal autor do estudo.

De acordo com Scott Delaney, professor de medicina esportiva na Universidade McGill, este estudo é o primeiro a examinar concretamente o efeito do uso de uma proteção para a cabeça dos jogadores de futebol.

O estudo foi publicado em julho pela edição online do British Journal of Sports Medicine. As proteções existentes são, além de incomuns, em geral compostas por uma espécie de preenchimento que protege a parte da frente, a parte de trás do crânio e as têmporas, mas deixa desprotegida a parte de cima.

Delaney disse ter ficado surpreso ao descobrir que as concussões cerebrais eram tão freqüentes no futebol quanto no futebol americano ou no hóquei, esportes que têm fama de serem mais violentos.

No futebol, as concussões são provocadas, na maioria das vezes, pelo choque entre dois jogadores, afirma Delaney, médico de equipes profissionais de futebol e de futebol americano em Montreal.Para determinar o efeito das proteções, cujo uso é autorizado pela Fifa, os pesquisadores estudaram os atletas do clube Oakville, na província de Ontario, com idade entre 12 e 17 anos. Eles constaram que durante a temporada de futebol de 2006, 52,8% dos jovens jogadores tiveram concussões, contra 26,9% entre os que usavam a proteção.

No entanto, algumas pessoas temiam que o uso da proteção deixasse os jogadores mais agressivos uma vez que eles se considerassem protegidos. Mas isto não se verificou, já que não foram constatados mais ferimentos entre os não protegidos, acrescentou ele.

Os jogadores que mais deveriam usar a proteção são os que já sofreram uma concussão ou as meninas, afirmou o médico.O professor Delaney explicou que as mulheres são mais expostas aos riscos de uma concussão porque elas, em geral, têm os músculos do pescoço menos desenvolvidos do que os homens. Tais músculos são os responsáveis por absorver os choques sofridos na cabeça.

Delaney considera que o uso destas proteções vai aumentar na América do Norte, começando pelos jovens, e só depois deve chegar aos jogadores profissionais, assim como aconteceu com o hóquei no gelo.

Já pensaram como seria?

Nenhum comentário:

Postar um comentário