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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

New Ville "some" e deixa Vila em crise

O Vila Nova iniciou o ano inovando. O Conselho Deliberativo, por unanimidade, aprovou em dezembro de 2010, a terceirização do departamento de futebol para a empresa New Ville, comandada pelo ex-presidente Sizenando Ferro.

Antes do acerto dessa parceria, o interessado era o empresário Eduardo Barbosa, que teria o conhecido Jair Rabello como gerente.

A idéia, que fora exaustivamente negociada, era de que a empresa administraria o futebol do clube garantindo um orçamento mensal de 650 mil reais. 500 mil para o futebol e 150 mil para as despesas operacionais do clube.

A empresa teria direito à todas as fontes de receita do clube, em caso de lucro ganhariam, nos prejuízos completariam a despesa.

Em busca de aliados, na época, Jair Rabello procurou o apoio de Sizenando Ferro apresentando o projeto.

Sizenando gostou tanto que "tomou" a idéia.

No dia da reunião, onde o conselho decidiria ou não pela empresa de Eduardo Barbosa, foi apresentada a minuta de contrato, com cláusulas extremamente minuciosas. Uma delas desagradou Dudu. Sizenando se levantou na reunião, e, para a surpresa de todos, disse que aceitaria fazer um contrato com todas aquelas regras ali estabelecidas.

Sizenando Ferro então montou a New Ville, que tinha como sócios o empresário Omar Vasconcelos (conselheiro do Goiás), Ronnie Albert Soares (conselheiro do Vila) e o também empresário Daniel Reis.

Começaram animados, contrataram Hélio dos Anjos, anteciparam receitas do televisionamento do Campeonato Goiano e esperavam acertar com patrocinadores.

Aí o resto da história todos sabem. O que talvez as pessoas não tenham conhecimento foi que nos últimos dois meses a coisa começou a afundar.

Faltou dinheiro e na hora de colocarem a mão no bolso, nada.

A informação é de que os jogadores não recebem há dois meses, a reclamação é geral.

Omar, Daniel e Ronnie saíram da empresa, Sizenando viajou, o time está órfão.

Geso e Balzaqui, solicitados a ajudar, não sabem o que fazer.

O Conselho se reúne na segunda-feira para cobrar de Sizenando.

No contrato, que é de dois anos, existem multas para rescisão unilateral e para atraso de salário dos jogadores.

Outra cláusula é a de responsabilidade financeira em caso de rebaixamento.

É aguardar pra ver.

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