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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os culpados pela crise no Vila Nova


A torcida perdeu a paciência. Protesta e com razão. Até demorou.

2012 é um ano para o Vila Nova esquecer.

Eduardo Barbosa, o presidente deposto, fez um time bom e barato.

Foi sempre criticado e vigiado. Seus maiores pecados foram uma contabilidade confusa, um acordo trabalhista feito com uma caminhonete "finam" e paga em dinheiro pelo Vila à ele (Eduardo) e um contrato esquisito com um técnico novato, o Cavalinho, de 25 pilas por mês e 500 mil de multa rescisória. Se não fosse tão bagunçado e contraditório poderia estar até hoje por aí.

O polêmico Jair Rabello, que montou o time e renovou com Rondinelly, pediu pra sair avisando que as coisas não iriam terminar bem, reclamava inclusive de Marcos Martinez, o vice de Eduardo. Martinez participou, inclusive, da renovação do contrato de Cavalinho.

O Conselho Deliberativo, liderado por Paulo Diniz, arrancou Dudu da presidência. Foram rígidos, fizeram o certo, mas tinham que manter o que foi feito de bom: O futebol.

Vale lembrar que não são tão rígidos e transparentes em relação a quem falsificou assinaturas em processos trabalhistas. Nesse assunto eles nem tocam mais.

Assumiram o time, com os salários em dia e com uma verba de 1 milhão e 400 mil da venda de Rondinelly.

Como a folha era de aproximadamente 150 mil, dava pra tocar tranquilo nos 7 meses restantes do ano. Isso sem contar a venda de John Lennon para o Botafogo.

O time estava pronto, tinha um técnico fechado com o grupo e um time que precisava de três jogadores. Um deles para o lugar de Patric que foi parar no Atlético.

Começaram a contratar jogadores à rodo, Cavalinho reclamou e foi pra rua. Chagaram a 30 contratações, inventaram um técnico (Saram) totalmente inexperiente, atrasaram salários e levaram duas ações trabalhistas, de Pedro Júnior e Rafael Carioca, por não pagamento de FGTS. Depois disso o artilheiro não fez gol e Carioca nem jogou mais.

Acabaram com o time.

Agora, correm risco de rebaixamento, em uma Série C fraquíssima.

É so comparar o Campeonato Goiano com o grupo do Vila na Série C, eram também 10 times, sendo que na Série C não tem um Goiás ou Atlético, times que o Vila de Eduardo Barbosa e Jair Rabello enfrentou de igual para igual, se classificou, teve o artilheiro (Patric), o melhor zagueiro (Rafael Vaz) e o melhor meia (Rondinelly).

Se fizessem só metade das lambancas que aprontaram o time se classificaria.

Fizeram futebol com rancor para provar que tudo que fora feito antes estava errado.

Que evitem o rebaixamento. O Vila precisa se repensar e recomeçar, que não seja no fundo do poço.

Na Serie D o Santa Cruz custou sair e é onde estão mofando Juventude e Remo.

E que em 2013 surja uma diretoria responsável, que saiba, com inteligência, persistência e planejamento aproveitar o potencial que esse clube tem com sua imensa e sofrida torcida.

2 comentários:

  1. Andre Isac parabens otima coluna, esta de parabens como sempre fazendo uma boa analise, PARABENS

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