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sábado, 27 de abril de 2013

Valdivino explica a situação do Atlético


Valdivino de Oliveira, presidente do Atlético, esteve no clube neste sábado efetuando o pagamento de 1 milhão de reais de parte dos salários atrasados.

Muito ponderado, ele não entrou na onda dos jogadores que o atacaram essa semana. Confesso que de início me assustei com as declarações. Parecia que o presidente tinha abandonado o clube, mas a história não era bem essa.

Tudo bem que eles precisam receber e que a obrigação do clube é pagar, mas cobrar via imprensa daquela forma e no atual momento não foi o melhor caminho. Só traz desgaste à imagem dos dirigentes e da instituição que precisa de credibilidade para conseguir recursos.

O presidente explicou que a condição financeira do clube está tendo que ser adequada, que está buscando novos patrocinadores e que a realidade de arrecadação de um time de Série B é bem inferior à condição da Série A. Disse que não fez promessas e que não vai deixar de honrar os compromissos do Atlético.

O presidente disse que não gosta de falar sobre as finanças do clube publicamente, que esse é um assunto interno do clube.

Concordo nesse ponto em gênero número e grau. Até por que na hora das "vacas gordas" jogador não pede para falar que está ganhando dinheiro, que aumentaram seu salário e etc.

Eu, pelo menos, não tenho nenhum interesse de saber o que ganha ou o que deve um clube de futebol. Para mim, as finanças do clube só são notícia se interferirem no futebol (greve, saída de jogadores e etc.).

Notícia de time de futebol é resultado, contratações, dispensas... Torcedores não sentam na mesa de um bar e discutem o que seu time tem de dinheiro e sim os jogos que ganha ou perde, os títulos que conquista, os gols que seus jogadores fazem e etc.

Sinto que houve precipitação da parte dos jogadores. Poderia entender se fosse um novo dirigente, mas o Valdivino, logo ele? que está a tantos anos no Atlético e que teve nesse período raros desacordos trabalhistas.

Márcio, Róbston e Pituca, deveriam ser na verdade os acalmadores de ânimos aos mais novos de clube avisando que as coisas poderiam ser resolvidas como sempre foram.

Talvez tenha faltado alguma satisfação do presidente, ou melhor, e talvez mais apropriada, do próprio diretor de futebol Adson Batista que as coisas seriam resolvidas. Adson é outro que conhece a conduta de Valdivino, dos diretores e conselheiros do Atlético.

O presidente, nas crises técnicas do ano passado nunca deixou de acreditar no seu diretor de futebol. Espero que Adson, nesse momento de crise financeira, também saiba entender o presidente.

Vejo que os problemas serão superados. Afinal, o Atlético já passou por situações piores.

Ouça a entrevista, postada pelo excelente repórter Erik Maravilha da Rádio Brasil Central de Goiânia:




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