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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

STJD: A vergonha

O Julgamento da Portuguesa foi um circo. Insistiram pela ilegalidade e imoralidade.

O esporte perdeu. Não estava em jogo só o rebaixamento de um time mas acima de tudo a legalidade de um tribunal esportivo. Optaram pela prepotência de não admitir as suas próprias falhas.

Uma vergonha. Nunca vi nada tão deprimente. Supera o julgamento de Edmundo do Vasco que vi em 1997, uma sessão articulada por Eurico Miranda que evitou que o atacante cumprisse uma suspensão automática por uma expulsão..

No julgamento, a defesa da Lusa expôs de forma sonolenta os argumentos de que o STJD não respeita o Estatuto do Torcedor.

João Zanforlin se mostrou um advogado fraco, disperso e nenhum pouco determinado. A sua atuação me faz desconfiar (ter certeza) ainda mais da conivência da Portuguesa.

Paulo Schmidt, o Procurador Geral, de forma raivosa e arrogante não conseguiu derrubar esse argumento.

O auditor-relator Decio Neuhaus, veio com o seu argumento pronto sobre várias teses de defesa levantadas pela imprensa, leu um documento durante 42 minutos. Também desconsiderou o estatuto do torcedor.

Os outros auditores, como fantoches seguiram o relator. Virada de mesa 8 x 0 Portuguesa.

Na justiça comum será outra história. Aí são os torcedores que devem entrar em cena.

A Portuguesa, com nova diretoria, novo presidente, pode também entrar na justiça comum.

E já que o Ministério Público também vai investigar, que quebrem o sigilo dos envolvidos, que busquem respostas para muitas coisas obscuras.

Já sei que se a Portuguesa seria desmoralizada se fosse se engraçar para o lado do advogado Oswaldo Sestário. O advogado tem as provas de que avisou a Lusa.

Então como um time da Série A comete um "erro" desses que, por exemplo, nenhum dos 40 times da Série D, cometeu?

Burrice? Ou talvez um presidente endividado? Um Flamengo com um jogador irregular 24 horas antes? O Fluminense? Ou seria uma federação carioca propensa a virar oposição? Ou todas as alternativas anteriores?

Eu tenho a convicção que a entrada de Héverton no jogo não foi um simples engano ou falta de comunicação.

Esse é um caso esportivo, jurídico que pode ser policial.

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