terça-feira, 4 de junho de 2013

Sobre a seleção em Goiânia

Goiânia deveria estar na Copa. Esse pensamento é quase unanimidade. A tradição esportiva e experiência em grandes eventos da capital goiana é muito maior do que Cuiabá, Manaus e Natal. 

Mas Goiânia não está na Copa. Na época das escolhas, faltou mobilização e habilidade política dos nossos representantes em todas as esferas.

A única maneira de outras cidades entrarem na festa é abrigando as seleções partipantes da Copa das Confederações e do Mundial. 

Politicamente, Goiânia se colocou à disposição para abrigar a Seleção Brasileira. 

As estruturas do Goiás e do Atlético foram consideradas adequadas desde que fizessem melhorias. 

O Goiás se dispôs a fazer todas as melhorias necessárias. O Atlético, que vivia um momento difícil no Campeonato Brasileiro, tinha outras prioridades. 

Na época, até então, com Ricardo Teixeira e Mano Menezes, Goiânia foi aprovada. 

O acordo foi confirmado na era Marín/Felipão. A estratégia inicial era ficar em Goiânia até 18 dias durante a preparação. Mas na época não existia amistoso marcado com a França em Porto Alegre. A programação mudou e a estadia em Goiânia diminuiu por uma necessidade. Depois do amistoso a seleção volta e finaliza a preparação para jogar em Brasilia, no dia 15, contra o Japão. 

Desconfiança

Quando Parreira e Murtosa estiveram em Goiânia em Janeiro e Abril faltava muito para o Goiás concluir o prometido no Complexo da Serrinha. Pediram para observar o CT e sentiram que lá seria melhor. É normal terem imaginado que as coisas poderiam não dar certo. 

Nesta Terça a comissão técnica da Seleção se surpreendeu com o que viu na Serrinha e ficou maravilhada com o CT. Nesta fase de preparação, Goiânia foi disparado o melhor lugar que a seleção treinou. 

Governo

Não é verdade que o Goiás tenha usado dinheiro do governo na reforma do estadio Hailé Pinheiro. O que houve foi uma promessa do governador para a viabilização de recursos na ordem de 2,5 milhões de reais oriundo de fundos de incentivos para entidades de prática esportiva como o Pró-Esporte. 

O Goiás ainda não recebeu. E se vier a receber como prometido será de forma legal. 

O Atlético, através do vice-presidente Jovair Arantes, pretende procurar o mesmo caminho para ter esses recursos e aplicar na obra do Estádio Antônio Accioly. 

Concluindo

Sei que esse curto período de treinos é muito pouco pelo que Goiânia merece. Mas se a cidade não conseguir receber uma grande seleção, não conseguiria receber a Copa e nem outras competições futuras. 

É muito bom ver o Corinthians elogiando a estrutura do Atlético, a Seleção elogiando o Goiás. Do futebol goiano espero isso e muito mais. 

domingo, 2 de junho de 2013

Goiás em alerta, 3 jogos sem vitória

Hugo fazendo o gol de empate. Foto: Léo Iran. Clique para ampliar
Maior posse de bola, as melhores oportunidades, gols perdidos, o empate e o Goiás segue sem vencer no Campeonato Brasileiro.

O time esmeraldino teve duas chances claras com Araújo de abrir o placar no primeiro tempo.

O Coritiba teve uma com Deivid e não perdoou. 1 a 0.

Hugo ainda teve chance de empatar.

Na etapa final o Goiás teve dificuldades para sair da marcação do Coritiba até conseguir empatar com Hugo.

Depois teve chances de virar o jogo, mas esbarrou em uma noite inspirada do goleiro Vanderlei.

O Goiás mostrou mais facilidade para criar jogadas, mas esbarrou na falta de objetividade em alguns lances e de capricho nas finalizações.

Oportunidade para vencer em casa só no dia 6 de julho, depois da Copa das Confederações, contra o Vitória.

Agora, o Goiás terá o São Paulo na quarta-feira e o Fluminense no domingo, dois jogos fora de casa e o risco entrar o recesso sem vencer e na faixa do rebaixamento.

Essa situação e os dois pontos conquistados, em três jogos, preocupam a diretoria do Goiás. O presidente executivo João Bosco Luz e o presidente do Conselho Hailé Pinheiro conversaram reservadamente depois do jogo.

Talvez eles estavam refletindo o que faltou para o Goiás vencer o Corinthians e o Coritiba.

Eles, mais do que qualquer um, não podem achar que tudo está normal, nem que tudo está errado.

A avaliação do técnico Enderson Moreira de que o Goiás melhorou em relação ao primeiro jogo é aceitável, mas há de ser considerar a cobrança de que o time poderia estar melhor, até por que teve condições e tempo pra isso.

Em outras palavras, a "batata" do técnico está assando.