quinta-feira, 20 de junho de 2013

As vitorias na Copa das Confederações e Manifestações

A seleção estava desacreditada, parecia entregue, às vesperas de um iminente fiasco em casa.

O povo estava descrente, calado, levando rasteiras daqueles que deveriam lhes defender.

Nem o garoto de ouro Neymar conseguia jogar. O Brasil fracassava diante das grandes seleções.

Mas eis que em Goiânia nasceu a esperança.

Um aumento no preços das passagens de ônibus enfurecia o povo. A mobilização na capital goianiense precedeu as outras em outras cidades brasileiras.

A Seleção chegava em Goiânia para treinar, a preparação era para enfrentar a França. Felipão corrigia o posicionamento e definia o time que quebraria o tabu contra os franceses e que depois emplacaria duas vitorias na Copa das Confederações. 

O povo se mobilizava, os poucos centavos de aumento das passagens, acendia a chama de outras reivindicações como os gastos superfaturados para sediar a Copa e a PEC 37, a PEC da corrupção, que tramita no congresso.

Neymar voltou a jogar bem. O trabalho de Felipão começou a surtir efeito. Os jogadores se uniram e voltaram a jogar representando a pátria, sentimento demonstrado desde a execução do hino nacional. 

O povo depois de vaiar a presidenta apoiava a seleção, mostrando exatamente o que queria sem confundir as coisas. 

Jamais os políticos de um país passaram tanta vergonha em um evento, como estão passando agora. O povo desmascarou o "faz de conta" preparado para a imprensa internacional. O mundo está vendo como somos tratados por aqui. 

Os políticos, com medo do povo,  mostraram servico, atendendo algumas reivindicações. 

Mas as Copas, das Confederações e das Manifestações, estão ainda distantes de ser conquistadas.

Precisamos melhorar para ganhar da fúria espanhola. Precisamos lutar para vencer a fúria da corrupção. 

Queremos uma seleção forte, mas acima de tudo uma nação mais justa. Onde nossos governantes trabalhem pela segurança, educação, saúde e tudo que envolve o bem-estar do povo com a mesma  eficiência e rapidez que estão preparando a Copa. 

Agora sim: Grupo de Rizzo assume o Vila Nova

Com a equipe do Mais Esportes da PUC TV, estive na manhã desta quarta-feira no Vila Nova.

O clima estava terrível. A notícia era que o grupo comandando por Leonardo Rizzo teria desistido de assumir o clube.

A justificativa era de que o grupo esperava que todos os membros da antiga diretoria renunciassem e não só os presidentes, no caso, Paulo Diniz e Marcos Martinez.

Dois membros do Conselho de Orientação Fiscal não deixaram o clube. Walter Massi e Urildo Campos se negaram a renunciar e permanecem na diretoria do Vila Nova.

À tarde a situação mudou, o grupo liderado por Leonardo Rizzo decidiu assumir o Vila Nova, mesmo com a permanência dos dois conselheiros que recusaram renunciar.

Na manhã desta quinta-feira o grupo assume para colocar a casa em ordem e acabar com a greve.

Outra mudança significativa prevista, mesmo que seja sem assumir o cargo formalmente, é a entrada de Newton Ferreira no futebol do clube. Essa pasta não é novidade para Niltinho, que no comando do futebol do Vila foi Campeão Goiano em 2005 e rebaixado para a Série C em 2006.

Tomara que tenha aprendido.

O novo grupo tomou a decisão certa. Intransigência com Valter Massi e Urildo Campos não se justificava.

Esses dois conselheiros sempre contribuiram positivamente com o Vila Nova. E a presença deles no COF não prejudicará em nada o trabalho.

Agora sim, o Vila tem perspectivas de dias melhores.

Walter: Se não emagrecer não joga

Nitidamente acima do peso, Walter voltou dos 8 dias de recesso sem engordar. Por questão de ética, a comissão técnica não divulga o peso nem a taxa de gordura do jogador.

Nem precisava.

A comissão técnica do Goiás preparou uma "terapia de choque". O jogador vai treinar três períodos, enquanto os demais treinarão dois. A dieta será balanceada e até a família foi chamada para ajudar o jogador.

Walter é um atleta dedicado, não tem problemas extra-campo, a sua única briga é contra o garfo mesmo.

O sobre-peso já estava prejudicando não só as atuações do jogador como também a imagem da comissão técnica do Goiás, principalmente a parte da preparação física.

A "Terapia de choque" ainda prevê, que se não chegar ao peso ideal, Walter não vai jogar.

Decisão acertada.

domingo, 16 de junho de 2013

Abertura da Copa das Confederações: Em campo deu tudo certo

Serviço de Felipão começa a dar resultado
A abertura da Copa das Confederações foi bem simples. Bonitinha, mas sem nenhuma novidade. Que fazia lembrar outras cerimônia de abertura já realizadas. Bom que correu tudo bem.

Fora do estádio o "pau comeu", policiais tentavam dispersar manifestantes usando bombas de efeito moral e tentavam impedir que eles se aproximassem do estádio. Vez ou outra eram "driblados". A marcação do Batalhão de Choque não foi tão eficiente quanto à de Felipão contra o Japão.

Aproximadamente 300 manifestantes protestaram contra o alto preço dos ingressos e por outras violações de direitos supostamente provocadas pelo evento — como a remoção de famílias, a exploração sexual e a falta de dignidade dos trabalhadores da construção civil.

Os portões foram abertos com 50 minutos de atraso. Faltava àgua para comprar, algumas pessoas tiveram que optar pela cerveja sem álcool para matar a sede. Do lado de fora a cerveja custava 5 reais e o preço saltava para 12 dentro do estádio. Faltou comida nas lanchonetes. E a imprensa conviveu com panes na internet e telefones.

 Em campo deu tudo certo.

O time de Felipão mostrou evolução tática e crescimento do entrosamento.

O que foi treinado, principalmente em Goiânia, foi visto no jogo.

A zaga estava segura, os volantes marcavam bem e cobriam as investidas dos laterais que apoiaram mais do que o esperado.

O quarteto ofensivo se portou muito bem. Hulk, antes cercado de desconfiança por alguns, mostrou por que faz parte da seleção. Um jogador pretendido pelo Chealsea e Real Madrid não pode sem ruim.

Neymar, que foi lembrado na entrevista coletiva, que se não balançasse a rede do Japão até os 7 minutos do segundo tempo, igualaria o maior jejum de sua carreira, registrado em 2011 (895 minutos). Não chegou a isso, 7 minutos antes ele marcou o primeiro gol da Copa das Confederações. A bola, pegada na veia por Neymar, foi ajeitada por Fred.

Oscar, mais centralizado, errou alguns passes, mas distribuiu bem as jogadas, inclusive deu assistência para o gol do iluminado Jô.

E o Paulinho, que considero o mais importante no esquema tático da seleção, tanto na defesa, como na armação, fez o segundo gol do Brasil, que praticamente sacramentou a vitória.

Ainda há muito a percorrer, o Japão tem suas qualidades, mas também limitações, embora viesse com um ritmo de competição maior que o Brasil. Foi um adversário médio. O México, de quem viramos fregueses nos últimos anos, vai ser mais complicado. A Itália, teoricamente, mais ainda. Mas o resultado desse sábado dá confiança ao time e esperança ao torcedor. Se esperava muito menos na estréia e agora vemos que a Seleção Brasileira pode fazer mais.