terça-feira, 27 de agosto de 2013

Briga no DF, há quem culpe a polícia

Me lembro quando não existiam grades nem cordões policiais para dividir torcidas no estádio. Torcedores rivais podiam entrar pelo mesmo portão e não existiam brigas.

Os estádios cheios e as pessoas respeitando o direito do próximo de torcer para outro time.

Para quem é mais novo e que não viveu essa época esse relato hoje é quase utópico.

Bons tempos aqueles, que infelizmente acabaram, quando baderneiros se infiltraram formando gangues nas organizadas, que no início eram as pacíficas "uniformizadas" ou "charangas".

No domingo, em Brasília, vimos um exemplo de selvageria que esperávamos não acontecer em um dos novos estádios da Copa.

O que imaginava, eram os torcedores confortavelmente acomodados nos seus respectivos assentos numerados, assistindo tranquilamente os jogos.

O que me chamou a atenção foram algumas críticas feitas à polícia militar e à organização do estádio por não ter separado as duas torcidas.

Como esta manchete do Estadão: "Segurança mostra falha com briga no Mané Garrincha"

Vivemos então uma inversão de valores.

O torcedor de bem não tem segurança e os vândalos precisam de segurança especial?

Se os torcedores não forem separados e houver briga é culpa da polícia?

É o mesmo que acusar médicos por existirem doentes ou os bombeiros de causarem incêndios.

Vejo que o trabalho da polícia está apenas no meio dessa situação. Na nascente falta a prevenção e no final a punição.

A polícia apenas "enxuga gelo", prende, faz um TCO, por força da lei libera o infrator e no jogo seguinte está lá de volta.

Essa situação começa com a falta de educação desses baderneiros, que não poderiam entrar nos estádios. Mas eles estão sempre lá, apoiados pela impunidade e pela conivência dos comandos das torcidas organizadas.

Esse quadro pode mudar, quando houver dentro das organizadas, ações para destruir o ódio e a rivalidade violenta, estabelecendo um lema de paz e respeito.

Vem aí a 2ª fase da Série D

A competição começou com 40 times, restaram 16, serão 8 confrontos, a partir de agora no sistema mata-mata, com a vantagem de quem teve a melhor campanha até agora poder fazer o jogo de volta em casa.

Na 3ª fase, 4 confrontos para definir os 4 que subirão para a Série C de 2014.

Os oito jogos de ida serão disputados no próximo fim de semana, com dois no sábado e seis no domingo. Na volta, as partidas serão no fim de semana seguinte, com mais duas jogos no sábado, cinco no domingo e outra na segunda-feira.

A Aparecidense vai enfrentar o Tupi/MG, dono da melhor campanha na fase de grupos, que ganhou sete jogos e só perdeu um.

Outras campanhas merecem destaque, como a do Tiradentes/CE, que teve seis vitórias um empate e uma derrota, e a do Botafogo/ com cinco vitórias, dois empates e uma derrota.

O tradicional Juventude/RS, campeão da Copa do Brasil de 1999, que já esteve na Série A, suou para se classificar, mas conseguiu ficar em primeiro no seu grupo e vai enfrentar o Londrina/PR.

A série C pode ser considerada o "fundo do poço", mas pode ser um recomeço ou o início de uma grande trajetória.

Oitavas de final da Série D:

Sábado (31/08)
Resende x Mixto (15h)
Aparecidense x Tupi (16h)

Domingo (01/09)
Santo André x Metropolitano (15h)
Salgueiro x Nacional-AM (16h)
Sergipe x Tiradentes (16h)
Central x Botafogo-PB (16h)
Londrina x Juventude (16h)
Plácido de Castro x Gurupi (18h)

Sábado (07/09)
Tupi x Aparecidense (18h30)
Mixto x Resende (19h)

Domingo (08/09)
Juventude x Londrina (15h30)
Botafogo-PB x Central (16h)
Metropolitano x Santo André (16h)
Nacional-AM x Salgueiro (17h)
Gurupi x Plácido de Castro (19h)

Segunda-Feira (09/09)
Tiradentes x Sergipe (20h)