Páginas

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Definido o Goianão 2016. Campeonato poderá ser decidido nos pênaltis.

Os clubes decidiram manter a fórmula de disputa dos últimos anos para o próximo Goianão 2016.

Na primeira fase dois grupos com cinco times em cada grupo. No primeiro e no segundo turno jogos do grupo A contra grupo B, no terceiro os jogos acontecem dentro dos respectivos grupos.

Grupo A: Goiás, Anápolis, Trindade, Itumbiara e Crac.

Grupo B: Atlético, Vila Nova, Anapolina, Goianésia e Aparecidense.

Ao término da 1ª Fase, se classificam quatro clubes: os líderes de cada grupo e os dois melhores colocados na classificação geral entre os demais. Serão rebaixados os dois clubes de pior campanha no Campeonato, independentemente do grupo a que pertençam.

A única novidade é que não tem mais vantagem de dois resultados iguais para os times de melhor campanha nas fases finais.

Em caso de dois empates, ou vitória e derrota com igualdade de saldo de gols, a definição da equipe classificada será nos pênaltis.

A "vantagem" será apenas o segundo jogo em casa.

O Goiás chegou a sugerir turno e returno, com os campeões de cada turno decidindo o campeonato. Seria a melhor fórmula, com 20 datas, porém só estão disponíveis 19 e uma deve ficar de reserva para alguma eventualidade.

A Aparecidense apresentou uma proposta de dois grupos com cinco times em cada grupo, jogos em turno e returno, grupo A contra grupo B, classificam-se oito para a segunda fase.

Opinião

Eu esperava alguma novidade.

É um retrocesso o fim da vantagem para os times de melhor campanha.

Boa sorte ao Goianão 2016.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Opinião do torcedor: Respeite as cores Jovair!

Respeite as cores Jovair
Por Paulo Winícius Maskote

Torcida do Atlético, mesmo castigada, é a mais fiel.

No último dia 31 de outubro, às vésperas do Dia de Finados, a torcida do Atlético Goianiense, do time mais tradicional desse Estado, é assombrada com mais uma infeliz declaração do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Jovair Arantes. O dirigente e deputado federal solta pérolas como a de que a torcida do Atlético “...tem que tirar o pijama” e de que “... não gosta de futebol” e agora  deprecia o torcedor dizendo que “ Se a torcida continuar assim, não vai dar pra tocar o clube” (http://portal730.com.br/atletico-goianiense/jovair-arantes-abre-o-jogo-e-cutuca-a-torcida-se-continuar-assim-nao-vamos-dar-conta-de-tocar-o-clube).

O Dirigente afirma que a renovação do patrocínio com a Caixa Econômica Federal estaria mais difícil por culpa da ausência da torcida. Porém o torcedor se pergunta “Se o Atlético não renovar o contrato com a Caixa não seria muito mais porque o deputado da “bancada da bola” bateu de frente com o Governo Federal, questionando as contrapartidas e responsabilizações aos times e dirigentes que aderissem ao Profut ?”

Como culpar a torcida do Atlético por não ir ao estádio para ver esse time limitadíssimo que temos em 2015? Comparecer ao estádio para ver o que? O segundo pior ataque do campeonato? Ver um time que ficou em 6º lugar na fraquíssima edição do campeonato goiano de 2015? Torcedor não sai de casa pra ver mais um empate entre os tantos que já conquistamos, no máximo fica feliz de não sermos rebaixados e clama por um time competitivo para 2016. Ah, e não me venham falar de ausência da torcida em 2014, quando o time ate as dez ultimas rodadas da Série B ainda brigava para não ser rebaixado, só engrenou no final e ainda com ingressos caros. No futebol goiano, em geral, o torcedor não vai ao estádio se o time não inspira confiança, que o digam os públicos do Vila Nova de 126 pagantes contra o ABC e 139 pagantes contra o Paraná na série B de 2014 ou mesmo os públicos do Goiás contra Avaí e Chapecoense na série A desse ano, de 1.105 e 1.170 torcedores, respectivamente.  Todos esses públicos menores do que os que o Atlético vem tendo. 

Como se já não bastasse uma crônica verde e outra vermelha que não engolem o crescimento do Dragão, agora o torcedor tem que aguentar seu próprio dirigente lhe desprestigiando.  O que se passa na cabeça de um dirigente para falar mal da própria torcida? Alguém já viu alguma torcida crescer ou frequentar mais o estádio graças a um dirigente que critica sistematicamente o torcedor? Eu nunca vi, acho que pelo contrário só desmotiva. 

Seria então uma tentativa do dirigente de tirar o foco sobre a equipe limitada que foi montada sob sua anuência e concordância? Seria uma forma de não ter que falar e assumir suas responsabilidades sobre a dívida de cerca de 40 milhões de reais contraídas pelos dirigentes do clube nos últimos anos? Todas essas dívidas contraídas em gestões nas quais o senhor Jovair era dirigente. Inclusive a tão depreciada última gestão do ex-presidente Valdivino de Oliveira 2013-2014, na qual Jovair era o vice. 

Que história é essa de “Se continuar assim, não vai dar pra tocar o clube ? O senhor acha que está fazendo um favor em ser dirigente do Atlético ? Lhe respondo : Não está !! Aliás não é a torcida que deu um voto de confiança para o senhor?  Ou não foi o senhor que  propôs a extinção do Atlético para formar um novo time em fusão com o Goiânia no final dos anos 90 e início dos 2000? Não era o senhor o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético que assinou acordo ao lado de Alencar Junior pra acabar com o estádio Antônio Accioly e transformá-lo em Shopping em acordo com construtoras ? Torcedor bom para o senhor seria o da torcida organizada do Goiás ? Que apoiou sua campanha política para prefeito em 2012.  Porque deles não me lembro do senhor criticar (http://cleubercarlos.blogspot.com.br/2012/08/torcida-forca-jovem-do-goias-declara.html) .  

 Quem assume a gestão do Atlético tem que ter consciência de que temos uma torcida que foi massacrada desde os anos 1970 com péssimas gestões e jejuns de títulos. Justamente no período de maior crescimento populacional do estado e da capital o Atlético vê seus rivais ganharem muito mais títulos e ocuparem espaço em meios de comunicação que se proliferavam entre os brasileiros, como a TV, o Rádio Esportivo e Jornais, fazendo Goiás e Vila Nova ganharem milhares de novos torcedores.  É essa a situação que leva o Dragão, que teve a maior torcida do Estado, entre os anos 1940 e meados dos 70, a ter um decréscimo vertiginoso de torcedores. Só agora após 2006 é que a torcida atleticana está voltando a crescer, e  segundo pesquisa da PluriConsultoria, de 2012, era a torcida que mais crescia em Goiás. Porém é preciso paciência e empenho em ajudar nesse crescimento. 
É triste ver um dirigente atacar a torcida como se não tivesse responsabilidade nenhuma pelo afastamento dos torcedores do estádio. Qual a responsabilidade dos dirigentes pela situação de inatividade e abandono do Estádio Antônio Accioly desde 2011? O time ao se afastar de sua casa e de suas origens não perde o apoio uma grande maioria de torcedores?  

Do tempo das “vacas gordas”, quando o time esteve 3 anos na série A, até hoje, não houve nenhum investimento em iniciativas para aproximar o time da torcida. Nada de programa sócio torcedor (que times muito menores que o Atlético já tem), de campanha para vender títulos para novos sócios proprietários ou de investimento no setor de Marketing para fortalecer a imagem do clube junto a possíveis novos torcedores. Hoje o Atlético sequer tem uma sala de troféus ou um memorial destacando suas inúmeras glórias e feitos. 
O Atlético mantém cláusulas restritivas em seu estatuto ao só permitir que seja eleito presidente quem já ocupou cargo eletivo, o que quase inviabilizou as últimas eleições no clube. Ou seja, dessa forma só os mesmos dirigentes de sempre poderão ocupar a frente do Atlético. Depois ainda fazem o discurso covarde de que se os mesmos dirigentes de sempre estão assumindo é porque ninguém mais quer assumir, como se o nosso histórico Dragão estivesse “largado para as cobras”. Negativo senhores. Temos atleticanos capacitados em todos os campos da sociedade goiana, entre magistrados, intelectuais, desportistas, enfim, trabalhadores de todas as áreas. A torcida atleticana espera a tão falada reforma estatutária que foi prometida na posse da última gestão. Nós sócios também esperamos sermos chamados para ajudar o clube, e tomarmos pé da situação do nosso Dragão, e não só para votarmos de dois em dois anos. 

Está passando da hora de abrir o time para que novos torcedores possam se tornar sócios, contribuindo e opinando, visando a formação de futuros dirigentes. É preciso seguir o caminho de times que tem um grande contingente de sócios, que possam influir e contribuir nas principais decisões do time. 

O Atlético precisa voltar a ser o “Time do Povo”, e para que isso ocorra a abertura do time é indispensável. Torcedor não tem que só pagar ingresso e aguentar desmandos, endividamento do clube, destruição de patrimônio e ainda essa recente falta de ambição que chama o torcedor pra ver um time coadjuvante até no Campeonato Goiano. De 2006 a 2012 a torcida confiava no time e sempre apareceu em peso, sempre que o Accioly esteve funcionando o torcedor lá estava.  A torcida atleticana, mesmo castigada por ver a equipe conquistar somente três títulos em um período de 34 anos, entre 1972 e 2006, foi a campeã de público do campeonato goiano de 2006, mostrando que existia e resistia. Depois tivemos média de público superior ao Vila Nova na serie B de 2009, média de publico igual a do Goias  na serie A de 2010, e ate em situações como fuga de rebaixamento a torcida mostrou seu potencial quando compareceu em cerca de 20.000 torcedores no ano de 2013 no jogo contra  o Guaratinguetá, pela série B.  

O recado então é: Quer ser dirigente do Atlético?  Entenda mais da torcida e do clube que dirige. Nossa torcida está em reconstrução e proporcionalmente é a que mais comparece no estádio. Como dizia nosso torcedor histórico, o Divino Donizete, em seu carrinho de catar papel e nas arquibancadas: “RESPEITE AS CORES”.  Falar mal da nossa torcida não!!  

Paulo Winícius Teixeira de Paula – Historiador, Professor e Mestre em História pela UFG e sócio proprietário do Atlético Clube Goianiense. paulowinicius@gmail.com

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Notícias iguais, sentimentos diferentes


"Guto Veronez decide não se candidatar à reeleição no Vila Nova"

Provavelmente seja a pior notícia do ano para o torcedor colorado.

"Sérgio Rassi decide não se candidatar à reeleição no Goiás"

Provavelmente seja a melhor notícia do ano para o torcedor esmeraldino.

Enquanto um torcedor se preocupa o outro se anima.




domingo, 1 de novembro de 2015

Professor do Goiás é agredido no pátio do Vila Nova.

Um profissional foi agredido por que estava com uniforme do Goiás no pátio do Vila Nova.

Ele estava trabalhando, foi lá acompanhar um jogo entre Vila Nova e Goiás pelo Campeonato Goiano Sub-13.

Era um dia atípico, torcedores estavam no pátio comprando ingressos para o jogo desta segunda feira pela semifinal da Série C.

Porém, nada justifica o ocorrido.

Willian Mendes não era um torcedor provocando, ele é um profissional que estava lá à trabalho.

A diretoria do Vila Nova também não pode ser responsabilizada pela ignorância de uma minoria.

Os dois clubes repudiaram a agressão covarde:

Nota oficial - Goiás Esporte Clube

O Goiás Esporte Clube externa com veemência sua absoluta indignação perante os atos covardes de vandalismo, selvageria e barbárie de aproximadamente 15 torcedores do Vila Nova Futebol Clube com Willian Mendes, professor do Projeto Integração da equipe esmeraldina. O profissional alviverde foi agredido na manhã deste sábado, 31, no estacionamento do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, ao chegar para trabalhar na partida entre Goiás e Vila pela semifinal da Copa Goiás sub-13. O grupo de vândalos atacou Willian com socos e pontapés, quebrou o aparelho de telefone celular do professor do Goiás e rasgou suas vestimentas. Ato assistido por funcionários vilanovences que, além de não intervir, impediram a entrada de Willian na área dos vestiários do OBA. Sem condições de exercer seu trabalho, motivo pelo qual estava na sede do Vila Nova, Willian teve dificuldades em deixar o local, já que, mesmo após as agressões, não havia nenhum policiamento no estádio.

Toda a entidade esmeraldina condena quaisquer atos de vandalismo e agressão contra qualquer cidadão, ressaltando que sempre tratou com total respeito e cuidado todas as equipes que visitam o estádio Hailé Pinheiro ou Centro de Treinamento Edmo Pinheiro. Inclusive o próprio Vila Nova Futebol Clube e seus torcedores, em inúmeras ocasiões, lhes concedendo todas as condições de trabalho e assistência, sobretudo segurança. Desta forma consideramos a reciprocidade um sinal mínimo de civilidade.

O Goiás Esporte Clube prestará total assistência ao professor Willian Mendes e tomará as providências cabíveis no âmbito criminal da justiça comum e também junto à Federação Goiana de Futebol.

Além da agressão ao profissional esmeraldino, o Vila Nova infringiu o artigo 13 do regulamento da Copa Goiás categoria sub-13, que garante entrada gratuita em todos os jogos da competição. A agremiação colorada, em uma estratégia para dificultar a entrada dos pais dos atletas alviverdes, cobrou o valor de R$5 (cinco reais) pelo ingresso para que eles pudessem assistir à partida. Este fato está documentado em um vídeo que o Goiás Esporte Clube poderá disponibilizar aos interessados.

O Goiás lamenta, que ainda hoje tenha que conviver com práticas baixas e inescrupulosas no futebol goiano, ainda mais por se tratar de um evento que envolvia crianças, que estão em processo de formação e, tão novas, já sendo submetidas a cenas estarrecedoras como a agressão de hoje ao professor Willian Mendes.

Nota oficial - Vila Nova Futebol Clube

O Vila Nova Futebol Clube repudia todo e qualquer ato de violência contra torcedores ou funcionários, sejam eles vilanovense ou não. Na manhã do último sábado, tivemos uma situação isolada envolvendo um grupo de torcedores e um funcionário do Goiás Esporte Clube.

Ao tomar conhecimento da situação envolvendo Willian Mendes, o diretor das categorias da base Müller Meira, tomou frente e prestou toda assistência necessária para garantir a integridade física do profissional. O fato isolado que hoje aconteceu no OBA, também foi vivenciado por pessoas ligadas ao Tigre em outras ocasiões na casa do Goiás. A violência é um problema social e em conjunto esperamos resolver a situação da melhor forma.

É importante ressaltar que o acesso de toda a delegação da partida não teve nenhum problema ao adentrar nas dependências do OBA. Previamente avisados, atletas e comissão técnica, entraram e saíram pelo local destinado. Equipes visitantes tem entrada exclusiva localizada na Saneago. O funcionário do clube goiano chegou ao Vila pela entrada principal em seu veículo particular, o que no mínimo demonstrou ausência de prudência.

Em relação à alegação de cobrança indevida de ingressos para a partida, o valor simbólico era opcional.

Guto Veronez decide não se candidatar à reeleição no Vila Nova

Guto Veronez, presidente do Vila Nova decide não se candidatar à reeleição.

Sobre essa decisão:

É para se lamentar. O futebol goiano precisa de dirigentes arrojados e inteligentes como o Guto. Ele tirou o Vila Nova do fundo do poço.

É para reconhecer. Guto mostrou que é possível sim administrar bem o Vila Nova com boa vontade e disposição.

É para respeitar. Quando a decisão é de foro particular não há como questionar.

É para se preocupar. Existiria hoje outro "Guto" no Vila Nova?

Depoimento de Guto Veronez no Facebook:

OS ÚLTIMOS 30 DIAS ...
Por Guto Veronez

"Depois de mais uma grande conquista que não foi nada fácil começarão as VAIDADES no Vila, isso porque ainda não conseguimos nosso maior objetivo que é ser mais uma vez CAMPEÃO este ano. 
Hoje eu sei quem esteve comigo durante este ano que abri mão de tudo na minha vida particular, para viver no VILA NOVA e resgatar o respeito, à dignidade e a credibilidade,e hoje somos RESPEITADOS. 
Da mesma forma que sei quem esteve comigo, e sei quem não esteve, e quem só fez barulho (ARARA) e pouco ajudou,mais dizia que iria ajudar,e quem jogou contra o próprio clube e estava ali pertinho da gente torcendo pra dar errado.(se fudeu)
Palpites vieram e vão vir de todos os lados mas na hora de assumir o comando ninguém apareceu e ninguém quis pois sabemos que o Vinícius Marinari foi induzido para a eleições por alguns covardes que preferiram usar ele do que sair candidato (tenho as entrevistas) dar palpites é muito fácil ... Cornetar mais fácil ainda .... agora ir lá e executar é para poucos.
Em uma de várias reuniões que tivemos este ano ouvi de dois diretores que eu fui o pior presidente de gestão de pessoas no Vila, talvez por não agradar os mesmos em suas preferências, amizades e vaidades pessoais, mais sei q o fato de cobrar das pessoas que só engana ou se acham o TAL e fingem que trabalha é um ato natural que elas critiquem quem as o tira da ZONA DE CONFORTO elas são subordinadas e vão reclamar aos seus superiores e eles e acabam criando esse tipo imagem ...
Tmb ouvi pela rádio TIGRÃO que eu no momento das eleições usei algumas pessoas da diretoria apenas para obter votos, pois bem isso é política e na política de qualquer pleito eleitoral existe um pouco de interesse de ambos os lados, principalmente para um desconhecido PARAQUEDISTA.
Mais graças a Deus tudo deu certo independente do título que possa vir ou não mais vamos lutar por ele ...
Este ano foi excelente para o nosso VILA NOVA .... dois acessos... 
Ufa e como foi excelente .
O meu compromisso com o Vila se encerra 1 de Dezembro e não vai continuar.
Quero,vou e preciso ser um torcedor comum nas arquibancadas, o desgaste é muito grande com as VAIDADES e até mesmo com CIÚMES das pessoas que nos cercam.
Existe na minha opinião muita coisa a ser feita ainda de forma bem diferente, mais isso no meu ponto vista de gestor é óbvio, mas já não me pertencer mais ... 
Gostaria de que por tudo ou pouco que fiz vcs respeitassem a minha vontade de
NÃO pleitear mais o cargo de PRESIDENTE Executivo.
“Imagine a VIDA como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são: O VILA – sua Família – sua Saúde – seus Amigos e sua Vida Espiritual, e você terá de mantê-las todas no ar.
Logo você vai perceber que o VILA é como uma bola de borracha. 
Se soltá-la, ela rebate e volta.
Mas as outras quatro bolas:
Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.
Deve entender isto: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso..."


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Opinião do torcedor: Os 500 jogos do goleiro Márcio

MÁRCIO -  A MURALHA ATLETICANA E SEUS 500 JOGOS PELO DRAGÃO

O goleiro Márcio Luiz atingiu no dia 18 de setembro de 2015 a incrível marca de 500 jogos com a camisa do Atlético Goianiense: 34 gols marcados, 5 títulos conquistados e 2 acessos em campeonatos nacionais. Tais marcas o colocam ao lado dos melhores goleiros que já passaram pelo Dragão, como Paulista (décadas de 1940 e 50), Campeão (anos 60), Pedro Bala (anos 70), Leonetti (anos 80) e Márcio Defendi (anos 90). Márcio está entre os dez maiores goleiros artilheiros do mundo e é com certeza o arqueiro mais completo que já passou pelo futebol goiano, e tudo isso com a camisa do Atlético.

Mas, bastaria jogar muitas partidas e fazer gols para se tornar o maior herói da torcida atleticana do início desse século 21? Com certeza não. Heróis se fazem de grandes feitos, batalhas épicas, identidade com a torcida e com o clube, elementos que nunca faltaram à Muralha Atleticana.
Devemos pensar então porque Marcio é tão idolatrado pela torcida. Bom, como atleticano aponto algumas razões.

Em primeiro lugar, por seus feitos memoráveis, que jamais sairão da cabeça do torcedor atleticano. Márcio fez gols em todas as competições que disputou pelo Atlético: Campeonatos Brasileiros das séries A, B e C, Copa do Brasil, Copa Sul-americana e Campeonato Goiano, além de defender pênalti em final de campeonato. O goleiro artilheiro deixou sua marca contra grandes equipes do futebol, fazendo gols contra São Paulo, Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco e Universidade Católica do Chile, entre outros. Sempre demonstrou ser jogador de decisão. Em finais e jogos eliminatórios já fez de tudo, operou milagres, fez gols, defendeu pênalti e chorou com a torcida atleticana.

Em 2008, num jogo eliminatório pela Copa do Brasil, em pleno Estádio Olímpico em Porto Alegre, Márcio fez um golaço de falta, a disputa foi para os pênaltis, ele fez mais um gol, defendeu uma cobrança e o Atlético eliminou o Grêmio, calando milhares de tricolores gaúchos que ali estavam.  A torcida atleticana em Goiânia, que via o jogo pela TV aberta, foi ao êxtase. Em plena quarta-feira, houve um carnaval fora de época, torcedores fechando a rua em frente o tradicional bar de atleticanos, o Betos Bar.

Entre as façanhas do goleiro, não escapa à memória atleticana, no ano de 2010, o dia em que Márcio venceu outro mito do futebol, o goleiro Marcos, do Palmeiras, na Copa do Brasil. Com o Serra Dourada lotado e uma maioria de torcedores atleticanos, o Dragão venceu no tempo normal e a disputa foi para a cobrança de penalidades. Márcio defendeu três cobranças e fez um gol de pênalti. Tal feito garantiu o Atlético nas semifinais da competição figurando entre os quatro melhores times do país.

A última proeza sacramentada nas mentes e corações dos torcedores ocorreu em 2014, na final do Campeonato Goiano. Márcio defendeu um penâlti e se destacou como herói do titulo, ao lado do zagueiro Lino e do atacante Juninho, o que lhe garantiu quase toda capa do jornal do dia seguinte, símbolo de uma conquista talhada com sangue, suor e lágrimas, definida aos 48 minutos do segundo tempo.

A mística de Márcio como mito não para por aí. Para o torcedor, ídolo que é ídolo não pode “tremer” na hora dos clássicos, pelo contrário, tem que crescer e “maltratar”, no bom sentido, os principais adversários. É aqui que entra boa parte da mística de Márcio com a torcida. O camisa 1 cresce, e muito, nos clássicos. O Vila Nova é um caso a parte, é a equipe que mais tomou gols de Márcio, que aliás fez seu primeiro gol na carreira contra o Vila, em novembro de 2007, de falta, vitória do Dragão por 3 a 2. No total são 5 gols, 4 de falta e 1 de penâlti. Como se não bastasse fazer gols no Vila, o goleiro artilheiro também já pegou pênalti no clássico, em 2013, defendeu a cobrança do jogador Henrique Dias da equipe colorada e garantiu a vitória por 1 a 0.

Para o torcedor do Goiás o pesadelo não é menor. Márcio em 2014 não só fez gol nos esmeraldinos como defendeu pênalti no último jogo da final. Márcio simplesmente encerrou a carreira de Araújo, o maior artilheiro da história do Goiás. Caso fizesse o gol do tricampeonato, em uma campanha até então invicta, Araújo fecharia com chave de ouro sua última passagem pelo time da Serrinha. No entanto, no meio do caminho havia Márcio, que defendeu a cobrança do artilheiro. A última lembrança dos esmeraldinos sobre Araújo ficou nas mãos do nosso goleiro. Ao final, Márcio comemorou mais um título sobre o Goiás, o terceiro de sua carreira.

Outro fator é a identidade de Márcio com o time e a torcida. Vivemos a era do “futebol moderno”, ou pior, “futebol mercadoria”, tempos de times-empresa, de verão e aluguel, em que as equipes mudam de bairro, de cidade e até de nome e não criam identidade nenhuma com torcida ou jogador, em que dirigentes se preocupam mais em “fazer negócio” do que em dar alegrias e títulos para a torcida. Nessa conjuntura, na qual jogadores não passam mais que duas temporadas em uma equipe e beijam um escudo diferente a cada seis meses, Márcio demonstrou ser um ponto fora da curva. O paredão atleticano nunca foi mal agradecido, diferentemente de alguns outros que vestiram o manto rubro negro, tal qual o volante Róbston, que só teve glórias em sua carreira com a camisa do Atlético, mas renega o clube que o projetou e a torcida que lhe prestou homenagens. Ao contrário, a muralha rubro-negra se destaca pelas manifestações de amor e respeito pelo Dragão e a torcida atleticana, o que lhe garante lugar ao lado de ídolos atleticanos como Anaílson e Lindomar.

Não me lembro de ouvir o goleiro falar mal da torcida atleticana. Ao contrário de alguns dirigentes que tem a mania de maldizer a torcida - enquanto endividam o clube, destroem seu estádio e montam péssimas equipes - Márcio sempre demonstrou orgulho de jogar em um time tão tradicional quanto o Dragão, ele entende que a torcida atleticana foi massacrada por décadas com péssimas gestões no clube, jejuns de títulos, afastamento de seu bairro de origem, Campinas, e que a torcida está se reerguendo e voltando a crescer, junto com o Atlético.

 Exemplar desse carinho e identidade entre Márcio e a torcida atleticana foi vê-lo em 2007, logo após a conquista do título goiano contra o Goiás, em cima de um carro de som, na festa pós jogo no Estádio Antonio Accioly, nos bons tempos em que os jogadores iam comemorar com a torcida após os títulos. Como um garoto, Márcio dançava, pulava e fazia até coreografia de axé cantando com a torcida a gostosa provocação sobre o rival, engrossando o coro do “Pra frente, Pra Tras na (...) do Goiás”.

A identificação de Márcio com o Atlético Goianiense fez com que se destacasse como jogador diferenciado em um clube diferenciado. Somente um time com a tradição do Atlético Goianiense pode ter jogadores que alcançam a marca de 500 jogos. Times sem tradição dificilmente alcançarão tais marcas. Márcio se junta agora ao atacante Epitácio, que fez 535 jogos com a camisa do Dragão, entre a década de 40 e início de 60.

Por fim, aos gols, defesas, títulos e identidade com o clube, se junta o fato de Márcio ser um líder, de opiniões firmes, fazendo dele o capitão do time. Foi o primeiro goleiro em Goiás a fazer e jogar com uma camisa personalizada contra o racismo. Ciente de sua condição de formador de opinião e de que jogadores de futebol devem ter posição sobre questões que afetam a todos nós, fez questão de se colocar contra o racismo que vinha, e vem, assolando o futebol e toda sociedade. Ao se posicionar politicamente contra práticas racistas em campos de futebol, Márcio, um goleiro negro (como Pedro Bala, herói do campeonato goiano de 1970 e do Torneio da Integração Nacional em 1971), reafirma a tradição democrática e popular do Dragão da Campininha de ser um time com a cara de povo. Aliás, não é à toa que a expressão “time do povo” pode ser encontrada nas manchetes dos jornais à época do título goiano de 1964. Era assim que o Atlético era chamado, em contraposição ao time oficial do Governo, o Goiânia, e a outro time da capital, bem pequeno à época, de caráter bem elitista, o Goiás.
Márcio com certeza marca seu nome na trajetória do futebol brasileiro e goiano com a camisa do Dragão. Deixa em destaque sua marca para ser descrita nos livros sobre os principais jogadores e suas façanhas realizadas com camisa do Atlético, junto a Ari, Tarzan, Fabão, Plínio e Osvaldinho (nas décadas de 40 e 50) Jair, Luizinho, Paguetti, Raimundinho, Zé Geraldo e Gilberto (nas décadas de 60 e 70), Baltazar (até hoje o maior artilheiro dos campeonatos goianos, com a marca de 31 gols, no campeonato de 1978); Bill, Valdeir, Julio Cesar, Fernando Almeida e Marçal (nos anos 80); Oscar, Babau, Romerito, Lindomar, Claudinho, Rélber (nos anos 90); Rubsen (artilheiro do Goianão em 2002); e claro junto à locomotiva rubro negra que Márcio compôs ao lado de Anailson, Róbston, Wesley, Pituca, Juninho e Marcão a partir de 2006. A Muralha Atleticana, Márcio Luiz, constará entre os nomes que fizeram a estrela atleticana brilhar mais alto.

Márcio, saiba que a Campininha, o Accioly, o Atlético Clube Goianiense, são a sua casa e que milhares de torcedores tem você imortalizado na memória. Por tantas alegrias que nos proporcionou você fez com que acreditássemos que era possível e necessário fazer jus à grandeza e tradição do Dragão Goiano. Por isso, quando pendurar as luvas, torcemos para que seja no Atlético e nunca em um de nossos rivais. Seja como for, tenha certeza de que em nossas lembranças sempre ecoará o grito de “PQP... é o melhor goleiro do Brasil. MÁRCIO!!!”.

Autor: Paulo Winícius Teixeira de Paula – Historiador, Professor e Mestre em História pela UFG - Universidade Federal de Goiás. Email: paulowinicius@gmail.com

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Opinião do torcedor: Infância, saudades, Campininha das Flores e meu Atlético.

Infância: Saudades, Campininha das Flores e meu Atlético.
Pela volta da nossa casa: Estádio Antônio Accioly.

Saudosismo tem por definição recordar coisas boas do passado. Este sentimento tem sido constante em meu coração nos últimos dias, especialmente porque no último dia oito de junho, nasceu minha princesa Valentina, e espero ansiosamente pelo momento de irmos ao estádio juntos.

Essa espera tem me trazido muitas lembranças do meu tempo de criança, onde na maioria das vezes meu pai me acordava no domingo de manhã para podermos tomar o nosso café e caminharmos até onde considerávamos a nossa segunda casa, o estádio Antônio Accioly, na famosa avenida 24 de Outubro, no bairro mais antigo de Goiânia, a saudosa Campininha das Flores.
Era uma espera ansiosa, pois não via a hora de segurar na mão do meu pai e caminhar nas ruas deste bairro maravilhoso, onde nascemos e cultuamos juntos o amor incondicional pelo nosso glorioso Atlético Clube Goianiense.

Eram manhãs especiais. Encontrávamos com vários amigos no caminho, muitos de infância do meu pai, que também iam a pé para o estádio. Muitos eram os filhos dos amigos de meu pai, que eram meus amigos, e que jogavam comigo na escolinha, nos campinhos de areia que ficavam nos fundos do estádio. Sentia uma alegria muito grande de encontrar nossos amigos, que até hoje perduram na linha do tempo, fazendo de nós a família atleticana.

Éramos realmente fortes e unidos! Torcíamos, celebrávamos juntos os lances, os gols, gritávamos com os juízes e os bandeirinhas, vítimas constantes por estarem próximos, na beira do alambrado. Meus olhos saltitavam de alegria com os fogos de artifícios que brilhavam no céu, meus ouvidos se desorientavam proporcionando momentos emocionantes. Aos gritos de "Solta a fera" e ao balanço das redes adversárias, muitos pulos e abraços faziam de nós mais íntimos, mais família.
E nos intervalos? Uma moeda dada por meu pai me fazia correr de alegria ao encontro do carrinho de picolé, que sempre estava ali, às margens da tela que separava o campo da imensa torcida. Lembranças de um tempo muito mais doce que o picolé, que acalmava o coração em fogo de um menino atleticano.

Uma torcida linda, colorida de preto e vermelho, apaixonada, cheia de bandeiras, faixas nas cabeças, uma bateria barulhenta, e muita alegria. Lembro-me que tinha até uma banda marcial, tocando marchinhas, que embalavam mais de 3 mil vozes que gritavam do começo ao fim do jogo. Somas que faziam daqueles momentos mais que uma partida de futebol, e sim um espetáculo, que faziam de nós mais que uma torcida, mas uma família.

Fui privilegiado, por muitas vezes entrei de mãos dadas com jogadores no campo. O mascote, um personagem inesquecível da minha infância, um Dragão, que me causava euforia e alegrava aquela vibrante torcida. Eram tempos de muita felicidade e existia um sentimento de que fazer parte daquilo tudo era algo muito importante. Não era apenas torcer para um time, mas fazer parte de uma comunidade e de uma história que vinha de gerações passadas. Essas recordações me deixam orgulhoso de fazer parte dessa história. Sinto muitas saudades daquele tempo e me vem uma vontade gigante de continuar proporcionando aqueles sentimentos, que ajudaram a me construir como homem, filho, e agora pai.

A exemplo de meu pai quero que minha filha, quando maior, possa sentir o mesmo que sinto, que a casa do Atlético Clube Goianiense, o estádio Antônio Accioly, é sua segunda casa! Que os espetáculos atleticanos, desde sua idade mais tenra, possam ser tão fabulosos quanto são em minhas lembranças. Já imagino, minha valente atleticana nas arquibancadas, junto aos filhos dos amigos de infância, que ganhei ali, aos pulos e gritos, comendo amendoim e se refrescando com picolés e refrigerantes. Que o grito da minha pequena menina, seja tão forte e fiel quanto o meu!

Vejo a possibilidade de reprodução e continuidade da minha infância, na Campininha das Flores, no Accioly, no meu Dragão. Que o gramado possa ser sua inspiração, que de mãos dadas aos jogadores ela possa ver de perto o fantasioso e meigo dragão, alegrando novamente nossa torcida. Que seu coração pule de emoção em meio aos clarões e  trovoadas dos foguetes. Que sua alma comemore e viva cada emoção possível em uma partida do nosso Atlético.

É, porém temos observado, com olhos de muita tristeza, uma situação que nos deixa preocupados. Nossa casa está abandonada e nossos jogos cada dia mais vazios, com poucos torcedores, naquela imensidão que é o estádio Serra Dourada. E nós, torcedores fiéis, vivendo ainda muitas emoções e alegrias, sentimos falta do nosso Accioly e daquele tempo glorioso. Que os dirigentes possam entender a importância da nossa casa, do Atlético Clube Goianiense, para reaproximar nossa torcida, elevando as atrações nos jogos, para que possamos consolidar a história dos filhos e dos filhos de nossos filhos e para que sejamos cada dia maiores e melhores. Pois, para que haja uma família unida é preciso que se tenha um lugar seguro e aconchegante. É fato que sem uma casa nenhuma família tem condições de ser feliz, e o estádio Antônio Accioly, o bairro de Campinas, é a casa da família atleticana e do nosso Dragão.

      Schubert Martins
Representante Comercial, Estudante de Administração, Campineiro e torcedor apaixonado pelo Dragão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Confrontos brasileiros na Sul-americana estão definidos

Estão definidos os confrontos Brasileiros na Copa Sul-americana 2015.

O Brasília entra por ter sido campeão da Copa Verde 2014.

Os outros são os melhores colocados no Campeonato Brasileiro, excluindo os da Libertadores e os classificados para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Critério ridículo. Vaga na Sul-americana é prêmio de consolação para os desclassificados da Copa do Brasil.

Outra trapalhada foi a CBF prometer vaga na Sul-americana para o campeão da Copa do Nordeste.

O Ceará conquistou esse direito em campo. Mas quando viram que o time cearense poderia chegar à fase oitavas de final da Copa do Brasil, trataram de publicar um comunicado avisando que o time cearense não poderia participar das duas competições.

As vagas na Sul-americana deveriam vir dos torneios regionais e dos melhores do Brasileiro, independente se estão ou não na Copa do Brasil.

Confrontos brasileiros:

Brasília x Goiás
Bahia x Sport
Ponte Preta x Chapecoense
Joinville x Atlético-PR

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Opinião do torcedor: Sem o estádio Antônio Accioly, Atlético Goianiense caminha para o seu fim.

Sem o estádio Antônio Accioly, Atlético Goianiense caminha para o seu fim.

Não existe nação sem território e, portanto, para se falar em nação de atleticanos é preciso identificar onde ela se territorializa. De onde vêm, suas origens e sua tradição. Assim se formam os clubes tradicionais do futebol em todos os cantos do mundo. A torcida é a alma do futebol, que infelizmente, no Brasil, vem sendo substituída por espaços vazios vendidos para as TVs. Por que no Brasil? Porque mesmo tendo transmissão de TVs, o futebol em outros países é sucesso de bilheteria e possui forte territorialidade. Como assim? Os torcedores freqüentam os estádios não apenas e simplesmente para ver aquela determinada partida contra X, Y ou Z. Eles freqüentam por tradição, por vocação ao símbolo do clube, por suas cores e por sua territorialidade naquele bairro, naquele lugar. Ali se construiu uma nação de fanáticos apaixonados.

No Brasil também se acha esse tipo de exemplo, podemos pegar os jogos do Sport de Recife na Ilha do Retiro, sempre cheios e energizados pela torcida. O Vitória da Bahia no Barradão. E o que dizer do Santa Cruz no Arruda? O ABC no Frasqueirão? O que esses clubes têm em comum? Deixam de jogar em grandes estádios existentes em suas cidades para se aproximar de suas torcidas e viver o território de cada um em seus respectivos lugares.

Em 2005 estive na reinauguração do Estádio Antônio Accioly, o reduto dos atleticanos goianos. Impressionante que um ano antes, estive no Estádio Olímpico Pedro Ludovico para assistir uma partida entre Atlético X Caldas Novas e não tinha nem 500 torcedores presentes. Mas na reinauguração do Accioly, com arquibancadas móveis e tudo mais, vi um Estádio bonito e colorido de vermelho e preto por todos os lados, 5 mil torcedores numa manhã quente de domingo, para ver um time que estava sendo montado para a segunda divisão do campeonato goiano. Mas ninguém estava ali por conta da qualidade em si do time que estava sendo formado. As pessoas estavam chorando, com lágrimas intermináveis, um sorriso de orelha a orelha e um peito estufado de orgulho de ver o Dragão de volta ao seu território. Assim, eu e os 5 mil atleticanos, naquela manhã, estávamos todos em alegria. O Atlético perdeu o amistoso para o Brasiliense por 3 X 1, mas ninguém estava chateado pelo placar, afinal, o Accioly estava de volta e o time era só questão de tempo.

De 2005 a 2010 não se viu um dia sequer de jogo vazio no Accioly, todos lotados. Em 2006, com a volta do time para o Campeonato Goiano da 1ª Divisão, todos os jogos no Accioly tiveram público maior que os estádios dos rivais em Goiânia, dando ao Atlético o título de maior média de público daquele campeonato. Outro fato interessante do campeonato goiano de 2006 é que nos jogos do Serra Dourada, quando todos pensavam que a torcida iria fazer feio, foram 16 mil torcedores no jogo de volta da semi-final contra Anapolina (e olha que o Dragão perdeu o jogo de ida por 3X1). Serra cheio e torcida vibrante deu nisso: Atlético 5 X 1 Anapolina. Chega a tão sonhada final e a torcida surpreende 44 mil presentes com a torcida rubro-negra lotando a metade oposta às cabines, foi uma grande surpresa para a imprensa local que passou a semana lamentando o Vila não ter ido pra final e que ela seria esvaziada.

Mas de onde veio essa torcida rubro-negra? Da Campininha, do Accioly, do território atleticano. Em 2007 novamente Accioly lotado e Serra Dourada cheio, principalmente na final contra o Goiás e com o título para Campinas.  Sempre que o Atlético iniciou a temporada jogando no Accioly a torcida compareceu ao Serra Dourada. Foram jogos inesquecíveis contra o Vila Nova pela Série C de 2007, com Serra lotado e muita vibração, bandeirões, bandeiras, fumaças e baterias. Em 2008 dois jogos me marcaram quanto ao público Atlético 1 X 2 Itumbiara com quase 8 mil pagantes no Accioly em um sábado chuvoso e Atlético 2 X 0 Brasil de Pelotas com 15 mil atleticanos num Serra Dourada encharcado pela chuva torrencial que caiu sobre Goiânia.

Em 2011 o Atlético vai abandonando o Accioly e, conseqüentemente sua torcida foi diminuindo e se distanciando, cada vez mais. Com o Accioly destruído, aos escombros novamente, a descrença e tristeza tomaram de conta da alma do torcedor atleticano, é como se o filme se repetisse e as cenas da destruição que estiveram presentes entre o final da década de 1990 e início de 2000 voltassem a rondar as cabeças rubro-negras. Em 2013 um grande suspiro, 16 mil torcedores no jogo da vida pela Série B (que exemplo de amor ao clube essa torcida demonstrou), um dos jogos mais emocionantes da história rubro-negra – Atlético 2 X 0 Guaratinguetá. Mas o público durante 2012, 2013, 2014 foi um vexame total. 5 anos sem o Accioly e sem torcida.

Me assusta a falta de sensibilidade da Diretoria do Atlético. Sensibilidade ou interesses estranhos? Não vou me esquecer que o atual presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Deputado Jovair Arantes, apoiou o  então presidente do Atlético no início dos anos 2000, Alencar Júnior, e que foi Alencar que tentou destruir o estádio Antônio Accioly para fazer um Shopping, além de querer mudar as cores e o mascote do time, o Dragão.  Dizem que foi Jovair que o levou Alencar Junior para dentro do Atlético e apoiou a proposta de fundir o Atlético com o Goiânia, dirigido naquele momento por seu irmão, Ibrahim Arantes. Sorte que os tradicionais dirigentes, torcedores de verdade, estavam por lá. Zenha, Álvaro Melo e tantos outros imortais apaixonados.

Hoje, o Atlético está novamente entregue nas mãos de um empresário, que não tem tradição como atleticano, e eis que Jovair novamente é um dos cabeças pensantes desta gestão e mais uma vez vem à tona a idéia de derrubar o Accioly e levantar um centro comercial. O que estará por trás disso tudo? Por que não enxergam a importância do Accioly para a torcida e para o Bairro de Campinas, pois o mesmo é Patrimônio Histórico de Goiânia e do tradicional Bairro de 200 anos. O que os fazem acreditar que o Serra ou o Olímpico passarão a ser a casa dos atleticanos? Ou será o fato de pessoas do grupo político do deputado estar à frente da administração das praças esportivas estatais? É isso que os faz pensar que será viável e que o Olímpico vai ser um caldeirão rubro-negro? Afinal quem está envolvido com os projetos têm outras visões. Mas é muito subjetivo para se saber, né?

O Atlético não pode ser desrespeitado por seus próprios dirigentes, que assim o fazem ao cogitar vender/arrendar, se desfazer do estádio Antônio Accioly. O Atlético tem torcida, tem tradição. Mesmo com o menor número de títulos goianos conquistados (Goiás 25, Vila 15, Goiânia 14 e Atlético 13), é o único clube que em todas as décadas disputou títulos e o segundo que mais disputou finais do Goiano (Goiás 41, Atlético 37, Goiânia 25 e Vila 23 vezes). Foi o primeiro campeão goiano, em 1944, primeiro goiano campeão nacional, Torneio da Integração Nacional em 1971, e o primeiro goiano campeão de uma série do brasileiro, em 1990. É o clube mais antigo, fundado em 1937, e do Bairro mais tradicional da Capital, bairro mais velho que a própria capital, pois Campinas tem mais de 200 anos.

O fato é que o Atlético sem o Accioly perde a alma, ou seja, sua torcida. Perde sua tradição e se desterritorializa enquanto uma nação de torcedores. Por favor dirigentes, torcida, políticos torcedores, empresários torcedores, não deixem isso acontecer.

Ubiratan Francisco de Oliveira é Professor Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Tocantins. Torcedor Atleticano e ex-apresentador do Programa A Hora do Dragão que foi ao Ar em 2007 pela Difusora Goiânia.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A verdade sobre o afastamento de Erik

O maior problema do Erik no Goiás foi o ambiente com o grupo.

Problemas de convivência e reclamações de corpo mole em alguns jogos agravaram a situação.

Erik mostrava alterações de comportamento. Depois de se destacar no ano passado e ter o salário multiplicado, o jogador passou se descontrolar também financeiramente.

A situação piorou quando os outros jogadores o acusaram internamente de ter simulado contusão e não ter viajado à Tucuruí/PR para jogar contra o Independente pela Copa do Brasil.

Quando ficou fora do jogo do Sport, Erik esperou o Goiás perder para colocar indireta na internet. O grupo sentiu como se ele estivesse "comemorando".

Hélio comprou a briga pelo grupo. A diretoria respaldou a decisão no início mas recuou na semana passada. O presidente Sérgio Rassi sugeriu que Hélio dos Anjos lhe desse uma nova oportunidade.

Não foi atendido, é claro, seria a desmoralização completa.

Erik será vendido em Agosto por um preço muito menor do que se imaginava.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Atlético-GO: Rendas de Goiânia somadas ainda não superaram a de Brasília.

O Atlético/GO fez 12 jogos no Serra Dourada e um em Brasília como mandante.

A renda bruta, e até a líquida, no estádio Mané Garrincha supera a renda bruta a dos 12 jogos de Goiânia somados.

Renda bruta, Serra Dourada:
Goianão (7 jogos): R$ 116.790,00
Copa do Brasil (2 jogos): R$ 21.105,00
Série B (3 jogos em Goiânia):
Atlético x Boa: R$ 11.238,00
Atlético x Luverdense: R$ 6.565,00
Atlético x Náutico: R$ 22.640,00

Total: R$ 178.338,00

Atlético x Botafogo, no estádio Mané Garrincha:
Renda bruta: R$ 371.439,00
Renda líquida: R$ 272.320,61

No jogo do Náutico o preço foi 40 reais, 20 com promoção e não 10 reais como nos outros jogos em Goiânia.

O que foi arrecadado em Goiânia não paga nem o salário do goleiro Márcio.

Dá para concluir, que se anteriormente o preço fosse 20 a arrecadação teria sido muito melhor.

O ex-presidente Valdivino de Oliveira tinha razão. Nem sempre uma promoção significa aumento de arrecadação.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Torcedor opina: Respeite o Estádio Antônio Accioly e suas cores!

Respeite o Estádio Antônio Accioly e suas cores!

Por Mailcon Emílio, torcedor do Atlético Clube Goianiense.

          Sempre me perguntam se sou de Campinas quando descobrem que sou atleticano. Na verdade, quando dei conta que era atleticano, morava nas vizinhanças, passando por Vila Operária, Vila Santa Helena, Setor Centro-Oeste, Fama e Marechal Rondon, não bem nessa ordem pois já faz um tempo e nem lembro a sequência. Eu tinha uns doze anos e passar por tantos bairros fazia parte da peregrinação de quem morava de aluguel. Engraçado, que os domingos tinham certas rotinas e uma delas era acordar para ir a Matriz de Campinas, assistir a missa das crianças e depois a catequese no Colégio Santa Clara ou Centro de Catequese no fundo da Igreja, uma obrigação dada pela minha mãe, católica fervorosa.

          Após a catequização, a rotina começou a mudar e após a missa dominical, surgia uma nova doutrina, aquela que bom campineiro passa de pai pra filho, de tio pra sobrinho, de avó pra neto, ir aos jogos matinais do Atlético. O melhor que meu pai nunca falou que eu tinha que torcer pro time, nunca me deu uma camisa, só levava aos jogos para sua companhia. No trajeto, íamos a pé, era perto, percebia pessoas saindo de suas casas de camisas rubro-negras, estampando Madeireira Lisboa, outras subindo ruas do Setor dos Funcionários, caminhando na mesma direção, Estádio Antônio Accioly.  Eu nem entendia muito bem porém depois de alguns jogos descobri quem era o ponta esquerda, William, habilidoso, ficava driblando até que os adversários caíssem no chão, sob gargalhadas dos torcedores, eu era mais um. Logo, aprendi também que o bom era chegar cedo, procurar um lugar na arquibancada coberta, pois caso chegasse tarde era encostar no alambrado e ficar escutando os torcedores atazanando a paciência dos adversários e dos bandeirinhas, as gargalhadas se repetiam. Parecia que todo mundo se conhecia, meu pai mostrava ex-jogadores que também compareciam como torcedores, como Dadi, Pedro Bala, Waltair e tanto outros e contava histórias sobre eles e das suas jogadas. E lá se aprendia de tudo, palavrões encorpados, chamar o picolezeiro no assobio, esperar pra comprar ingresso na fila, mais uma fila pra entrar pois só tinha quatro catracas e depois dos jogos a gritar o famoso “tá cedo”. Se o jogo fosse importante o Atlético entrava debaixo de um ensurdecedor foguetório, dois a três minutos enfumaçados, torcedores chegavam com bandeiras rubro-negras, não eram faixas, não precisava declarar o amor ao time em faixas, talvez a demonstração do amor estava no tamanho das bandeiras, numa competição pra ver quem tinha a mais bonita e a flamulava melhor.

          Infelizmente, na minha opinião, o Atlético vem errando estrategicamente. Entrou na cabeça dos atuais dirigentes que melhor solução é arrendar o Antônio Accioly, esquecendo suas histórias e a identidade com a região de Campinas, e construir um novo shopping e boom! Teríamos solução para todos os problemas do clube. Pra que estádio Antônio Accioly se já tem Serra Dourada e logo vai ter o Olímpico moderno e com certeza caro! Agora eu pergunto, qual o melhor lugar do mundo!? Qualquer pesquisa simples vai apontar vários lugares mas se colocassem como uma das alternativas: a sua casa, essa vai ganhar! Todo mundo quer uma casa, é lá que nos sentimos bem, se tiver conforto, melhor ainda, se for bonita, melhor ainda, e se for grande, melhor ainda. Mas mesmo que não seja tão confortável, de aluguel e caindo aos pedaços, pessoas ainda responderam que o melhor lugar do mundo é a sua casa. Poxa, será que esses caras não percebem que num estádio nosso o torcedor se sentiria em casa? Se sentiria mais seguro? Se sentiria entre pessoas da mesma família? E se no Accioly tivesse pula-pula para as crianças, pulando junto com o mascote do Atlético. Um barzinho organizado com variedades e com preço de mercado onde o torcedor pudesse chegar antes do jogo e confraternizar com as pessoas da sua família, do Facebook, da vizinhança, do trabalho. E se lá tivesse um Museu, estátuas de jogadores, com fotos importantes dos campeonatos passados, de Campinas, camisas antigas, passando vídeos de gols pra relembrar momentos históricos. Um cinema, pois tem mulher que não gosta de futebol e então poderia assistir um filme junto com outras que não gostam, durante o jogo, mas estaria ali perto do marido enquanto ele torce na arquibancada. Começo a pensar e me vem milhares de alternativas menos a do shopping que em Goiânia tem mais que lan house e pit-dog! Eles preferem vender a ideia que estão prontos a desfazer do estádio, nem pensam que desvalorizam o seu próprio patrimônio.

          Esquecem que o prazer do futebol não está somente, no esporte, no jogo e no time, mas na certeza da boa convivência entre pessoas e compartilhamento da mesma emoção, aquela alegria de torcer para mesmo clube, da mesma origem e da mesma história.                    


sábado, 30 de maio de 2015

Sobre a nota de repúdio do Goiás contra a Caixa

O Dr. Sérgio Rassi, presidente do Goiás, não agiu bem ao divulgar uma nota de repúdio contra a Caixa Econômica Federal. Não ajuda em nada. Não é assim que se trata um cliente que lha dá uma resposta negativa. O "não" de hoje pode ser um "sim" amanhã. Essa posição de revolta não é uma atitude profissional.

O presidente alega que já estava tudo acertado. Acredito que estava mesmo. Porém a direção da empresa agora é outra, saiu Jorge Hereda e entrou Miriam Belchior, com orientação do Ministério da Fazenda de reduzir gastos.

Mudança de planos acontecem em qualquer empresa. Já aconteceu até com o Goiás.

Em 2012 o time fechou um patrocínio com a fábrica de tintas Luztol e de uma hora para outra mudou os planos para colocar uma empresa da família Rassi na camisa.

Em relação à Caixa não foi só o Goiás que ficou sem patrocínio. Atlético-MG, Bahia, Cruzeiro e outros também tinham acertos caminhados e ficaram de fora. O Paraná saiu por falta de certidões, ASA/AL e América/RN perderam o patrocínio por estarem na Série C.

Para 2016 decidiram que patrocinarão apenas times da Série A. A idéia é de fazer contratos anuais apenas com times que disputem a Libertadores. Ou seja, o banco não descarta negociações futuras.

E o Goiás, depois desse chilique, com que "cara" poderia voltar a negociar?

O presidente também reclama "merecimento" por ter pago dívidas e ter conseguido certidões. Pagar dívidas é obrigação. Marketing é outra história.

Por outro lado sou contra a Caixa Econômica investir no futebol profissional. Mesmo que esteja obedecendo critérios técnicos e disputando o mercado com empresas privadas, quando se envolve paixão e dinheiro público isso dá margem à interpretações apaixonadas. Geralmente o torcedor não entende, ou não quer entender, os motivos que levam um time a ganhar 30 milhões como o Corinthians e o CRB que ganha 500 mil. Cada um tem seu merecimento e sua negociação, mas isso não é compreendido por todos.

Entendo que esses patrocínios trazem mais repercusão negativa do que positiva.

A Caixa poderia investir de maneiras diferentes esse dinheiro. Como por exemplo subsidiando preços de ingressos

E voltando ao Goiás. Não quero acreditar que o time estava contando com a Caixa e não estava procurando outras empresas.

O que precisa é correr atrás, ter um plano de Marketing e apresentar para as empresas. Muitos outros "nãos" virão, porém em algum momento virá o "sim". O time tem um bom potencial de divulgação para qualquer marca. E é bom lembrar que o merecimento de um patrocínio é proporcional ao investimento.

Nota oficial emitia pelo presidente Sérgio Rassi:

Estou perplexo com informação recebida e confirmada pela diretoria da Caixa que estamos "fora" do rol de times a serem patrocinados pela mesma em 2015!

Muito claro e certo na minha memória, quando há cerca de 2 anos, na gestão do Dr. Joao Bosco, lá fomos pedir este patrocínio e tivemos como resposta: "o Goiás Esporte Clube há 3 anos consta em nossa lista de intenções e, até o momento só dela não faz parte porque não é detentora das certidões negativas de débito; traga-as que vocês farão parte dessa lista"!!

No início de nossa gestão, há cerca de 14 meses, arregaçamos as mangas de nossas camisas e começamos a trabalhar neste sentido, cortando da própria carne. Obviamente que não por determinação da Caixa...mas por filosofia de trabalho, tendo, contudo, como premiação aos nossos esforços, o dito patrocínio. Tivemos redução brutal das quotas de TV por antecipações praticadas anteriormente, ficamos sem patrocinador máster em nossa camisa desde maio de 2014 e, ainda pior, não tivemos a compreensão de maioria de nossos torcedores que abandonaram os estádios! Ainda neste cenário adverso, instituímos medidas, tais quais, limitação salarial, recolhimento rigoroso de impostos, assim como quitação de dívidas trabalhistas e extrema contenção de gastos, com proibição de contratações de novos funcionários e demissão daqueles considerados supérfluos à instituição. Sob extrema dificuldade cumprimos nossas obrigações salariais em dia, assim como premiações por desempenho. Tivemos a competência de jogadores da base, que subiram ao time principal e, graças a esses heróis gladiadores esmeraldinos, fizemos boa campanha no campeonato nacional, em nenhum momento sob risco de rebaixamento, além da conquista do campeonato goiano de 2015 e a "quase" conquista de bicampeonato em 2014, em condições de exceção, não consolidadas.
Em 2015 muito alarde se fez à medida provisória adotada pelo governo no sentido de moralização fiscal e trabalhista. Batizada como "Proforte", veio ganhando corpo e discussão ao longo dos meses, com diversas polêmicas e modificações. O Goiás Esporte Clube tem ficado alheio a essa situação, porque não precisa se adequar aos termos da medida! Conseguimos, por esforços próprios, cumprirmos além dos quesitos requeridos! 

Este é o grande paradoxo da questão!! Como o governo apregoa o rigor fiscal e trabalhista e marginaliza clubes que rezam sistematicamente desta cartilha?? Vejam a performance do GEC, financeiramente, em 2014. Fomos o time com melhor desempenho em termos de balança econômica, com redução de débito em 22% (cerca de 15 milhões de reais), em que pese toda a dificuldade de receita mencionada!! Ao passo que todos os demais times da série A (com exceção do Flamengo) aumentaram seus déficits financeiros.

Que país é esse, que vive do corporativismo e apadrinhamento de seus comparsas, praticando o clientelismo dos comissionamentos e superfaturamentos??

Que país é esse que não reconhece o mérito e o trabalho honesto!!

Que não premia o bom aluno ou o bom desempenho?? Que prefere virar as costas aos que prometeu ajudar se assim merecesse!!

Torcedor esmeraldino, não precisamos desta humilhação!! Vamos estampar em nossa camisa aquilo que orgulhamos em expor! NOSSO PRÓPRIO NOME!!

Venha e assine-a comigo! Vamos mostrar a todos que somos maiores que nossas adversidades! Que esta injustiça nos faça crescer ainda mais, às nossas próprias custas e méritos!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

E agora Felipão?

A carreira de Luis Felipe Scolari está seriamente comprometida.

O estilo de trabalho ultrapassado não dá mais resultado. E o seu maior erro é não admitir, não se reciclar.

"Eu ganho, nós empatamos e eles perdem". Esse é o lema de Felipão.

No Grêmio ele chegou a deixar o campo esse ano durante uma derrota. Nas vitórias se vangloriava de suas estratégias e quando perdia falava da falta de qualidade dos seus jogadores e a falta de investimento dos dirigentes.

O trabalho foi péssimo, horroroso. O Grêmio o demitiu na hora certa. Antes que seja tarde.

E na cabeça dele está tudo certo. Até hoje, inclusive, ele fala que o seu trabalho foi perfeito na Copa.

Também disse, recentemente, que recebe no mínimo uma proposta por mês.

Veremos...

São Paulo quer vender Luis Fabiano.

O São Paulo coloca Luis Fabiano à venda. O preço é de 3 milhões de reais, mas aceita negociação.

Parece piada. Mas o clube está certo de tentar recuperar um pouco do prejuízo que foi essa contratação.

O atacante está com 34 anos, ganha 600 mil reis por mês e é reserva. É conhecido como artilheiro dos gols inúteis. Na hora de decidir não conte com ele.

A não ser que apareça algum time árabe, chinês, americano ou qualquer outro time que não tenha dó de jogar dinheiro fora.

Luis Fabiano pode até pode ser ser útil em outro time. Porém, os valores devem ser revistos.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Caso Boca x Ríver terminará em pizza apimentada?

Torcida com gás de pimenta, Drone, sorte que não teve revólver, metralhadora e granada de mão.

O que aconteceu no jogo entre Boca Juniors X River Plate nesta quinta-feira, é só a consequência de anos e anos de vistas grossas das autoridades, para as barbaridades que acontecem sempre no Libertadores.

Sempre aconteceu de tudo. Foguetórios de madrugada nas portas hotéis que se hospedam os visitantes, vestiários sem água e sem local de aquecimento para os jogadores, àrbitros caseiros que deixam a violência correr solta, atos de racismo e muito mais.

O lugar mais tranquilo para se jogar é disparadamente o Brasil. Apesar de ter partido de brasileiros um dos atos mais graves da história. A morte do garoto com o sinalizador em Oruro ficou na impunidade e no esquecimento.
Conmebol chegou a anunciar a classificação do Ríver.

Absurdo promete ainda promete ser o desfecho do gás de pimenta. Infelizmente acredito mais uma vez na impunidade. A Conmebol chegou a anunciar a exclusão do Ríver, depois voltou a atrás e sustentou a dúvida.

O Boca, mesmo não sendo diretamente culpado, merece punição. A atitude do seu torcedor visava prejudicar o adversário do Boca. Livrar o clube de punição é abrir precedentes para que nos próximos confrontos as torcidas venham a buscar estratégias semelhantes ou piores. Não há limites para bandidos.

Uma evidência da impunidade é que a perícia teria chegado à conclusão que o gás de pimenta foi disparado de dentro do campo e não da torcida.

A perícia desafia a imagem que todos viram.

Será que eles acham que o próprio Ríver, com a classificação na mão, teria provocado o ocorrido?

Qual seria a explicação?


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dirigente fala bobagem e toma resposta de treinador

Domingo, depois do empate com o Vasco o técnico Hélio dos Anjos desabafou:

“Tem gente dentro do clube que fica dando entrevista e enchendo o saco, sem saber o porquê tirei um jogador e outro. Dirigente quando pega microfone é uma tragédia.  Um menino que vem de 15 jogos seguidos, precisa de descanso. As pessoas têm que entender como é feito o futebol. Tenho 30 anos de futebol sei o que estou fazendo. Ele fala o quer e eu também, simples”.

E ele tem razão. Na sexta-feira, na rádio 730, Sérgio Rassi deu mais uma entrevista desastrosa.

Vamos às frases e análises:

"Harlei, estou preocupado com algumas situações no clube. Primeiro lugar, não podemos jogar sem alas." - Ué, presidente? Por que não contrata?

"Segundo lugar, não agüento mais ver o Goiás levando gols de bola parada, em cruzamentos para a nossa área. Principalmente essa bola que vem lançada no meio da área, meio que frontal" - Pois, é. Foi a PRIMEIRA VEZ em 2015 que o Goiás tomou um gol assim. Outros 3 gols de "bola parada", contra o Atlético, Crac e Trindade não foram frontais.

"Aqueles atletas que estão se mostrando desinteressados com o clube, que sejam, de uma maneira quase imediata, afastados do clube, porque são jogadores que estão pensando em outras equipes, em outros contratos e não estão se dedicando mais da mesma forma que se dedicavam ao clube. Tem de colocar alguém que queria, de fato, suar a camisa e dar o seu máximo". - Ele estava falando de quem? Do esquerdinha? Por que não rescinde com ele logo?

Hélio dos Anjos está certo.

Isso já havia acontecido com Wagner Lopes.

Não é bom para o comando do treinador ter um o trabalho questionado publicamente por que não conhece futebol.

Poderia gastar a sua energia idealizando um melhor plano de sócio torcedor e buscando um patrocinador máster para o Goiás.

Quem mandou tampar a placa?

Uma cena patética. Tampar o nome do investidor que construiu o estádio do Palmeiras. No jogo entre Palmeiras e Atlético-MG no último sábado.

Quem viu a placa branca já lembrou de "Allianz". A idiotice de quem fez isso chamou mais a atenção e ganhou mais mídia do que se não tivessem feito nada.

A CBF logo tratou de soltar uma nota dizendo que o fato não irá se repetir. Justificou que a empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais teve excesso de "zelo".

Torcedores e funcionários do clube testemunharam que a pessoa que teria pedido para cobrir as placas teria dito que as ordens eram da Globo.

Pela nota a CBF admite a culpa. Mas se houve o excesso de zelo foi por causa da Globo. É ela que está com esses melindres principalmente com a empresa Allianz.

Os locutores são proibidos de falar o nome oficial do estádio.

Nesse ano em um jogo entre Palmeiras e Red Bull no Allianz disseram que Palmeiras enfrentou o RB Brasil na Arena.

A emissora que faz isso agora é a mesma que na Copa da Alemanha não se importava que seus locutores dissessem que estavam no "Allianz Arena" em Munique. Hoje, até nos textos dos sites, se referem ao estádio com a primeira letra minúscula,  apenas como "arena".

Isso seria excesso de zelo mesmo?

Acredito que a Globo tenha é medo.

Medo que surjam novos investidores que gastem mais do que ela.

É o dinheiro da Globo que move hoje o futebol brasileiro. Nada mais aterrorizante para ela do que ver uma seguradora que constrói estádios de Copa do Mundo e uma fábrica de energéticos que tem times de futebol e uma equipe na Fórmula 1, entrando com força no Brasil.

Já imaginaram se cada time do Brasileirão tiver o seu "Allianz Arena" lucrando 2 milhões de reais por jogo?

Não seriam mais os "mortos de fome" na hora da negociação dos direitos de TV.

Seria então a perda do controle da "toda poderosa".

As atitudes de tentar esconder o nome dessas empresas não impedirão que os clubes evoluam e deixem de ser dependentes, mesmo que isso demore muito.

Os programas de sócios torcedores, royalties de produtos licenciados, patrocínios e a bilheteria redescoberta nas novas arenas são os caminhos para que em longo prazo as cotas de TV representem apenas uma parte dos ganhos dos times. Só depende deles.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A volta de Robert ao Goiás

Robert foi revelado no Goiás. Garoto promissor nas categorias de base, porém queimado no time profissional.

Possivelmente era o cara certo, mas na hora e lugar errado. Robert teve "oportunidade" no time rebaixado de 2010.

Foi mal aproveitado no meio, no ataque e até na lateral direita.

Foi emprestado ao Rio Verde, Jataiense e Aparecidense.

Passou por momentos difíceis. Fez um bom campeonato pela Aparecidense e agora terá a chance que merecia.

A contratação de Robert pelo Goiás não foi definida agora. As atuações nas primeiras rodadas já despertaram o interesse.

As pessoas no Goiás sabem que foi o clube que não soube revelar Robert da maneira adequada. Vale a pena tentar fazer o certo agora.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Vila Nova se reforça para a Série C

Marcelo ex-Anapolina e Comercial/SP
O Vila Nova não está brincando em serviço.

Contratou destaques do Campeonato Goiano da primeira e segunda divisão para reforçar o time no Brasileiro Série C.

O lateral direito Marcelo, da Anapolina, foi disparado o melhor da posição no estadual. Da rubra também vem o atacante Sandrinho. O zagueiro Jacó também pode vir.

Do Anápolis vem o excelente meia Ramires e pode chegar o bom atacante Moisés.

O atacante Vanílson, destaque do Novo Horizonte de Ipameri, foi outra contratação. Esse se saiu bem principalmente quando jogou contra o Vila.

Outros "reforços" foram as dispensas de Osmar e Badé.

A chance de acerto nessas contratações são muito maiores do que trouxesse algum desconhecido.

Jogos da final do Goiano tiveram quase a mesma renda.

Menos de 3 mil pessoas no primeiro jogo. Mais de 30 mil no segundo.

E as rendas? Pois é, por incrível que pareça a diferença esteve longe de ser proporcional.

A diferença foi de cerca de 4500 reais.

O difícil é acreditar na veracidade dessas informações.

Entre acreditar que o Goiás vendeu os ingressos a 1 real e acreditar na mula-sem-cabeça, fico com a segunda opção.

Borderô do primeiro jogo
Borderô do jogo de volta

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Minhas seleções do Goianão 2015

O nível técnico do Campeonato Goiano 2015 melhorou muito em relação ao ano passado.

Aparecidense, Trindade, Anapolina, Goianésia e Itumbiara montaram times com algumas novidades que se destacaram.

Por isso fiz duas seleções. Na de Ouro fiz um 4-4-2, na de Prata um 4-3-3:

Seleção de Ouro

Goleiro: Renan (Goiás)
Lateral-direito: Marcelo (Anapolina)
Zagueiros: Filipe (Aparecidense) e Alex Alves (Goiás)
Lateral-esquerdo: Paulo César (Aparecidense)
Volantes: Rodrigo (Goiás) e Geovane (Aparecidense)
Meias: Romerito (Goianésia) e Felipe Menezes (Goiás)
Atacantes: Conrado (Trindade) e Nonato (Goianésia)
Craque do Campeonato: Felipe Menezes (Goiás)
Revelação: Rodrigo (Goiás)
Técnico: Márcio Azevedo (Aparecidense)
Árbitro: Roberto Giovani

Seleção de Prata

Goleiro: Rodrigo Calaça (Itumbiara)
Lateral-direito: Clayton Sales (Aparecidense)
Zagueiros: Da Silva (Trindade) e Mirita(Aparecidense)
Lateral-esquerdo: Léo Carvalho (Goianésia)
Volantes: Bruno Sabino (Trindade)
Meias: Willian Koslowisck (Aparecidense) e Dinei (Trindade)
Atacantes: Wendell Lira (Goianésia), Tozin (Aparecidense) e Robert (Aparecidense)
Técnico: Hélio dos Anjos (Goiás)
Árbitro: Elmo Rezende


sexta-feira, 1 de maio de 2015

O pedido do Goiás para participar da Copa do Nordeste

No ano passado o Goiás, através de ofício, pediu para participar da Copa do Nordeste. Recebeu um "não" e não se conforma.

Em reportagem da ESPN, o presidente Sérgio Rassi fala até em "má vontade" da CBF.

o presidente da Liga do Nordeste, Alexi Portela, descartou qual quer chance. A explicação é simples: "É impossível. O campeonato é dos clubes da região, não é? Não somos a Copa América para aceitar convidados de fora".

Essa foi a carta do presidente do Goiás:



Se eu fosse o Alexi Portela responderia da seguinte forma:

Ilmoº Srº
Sérgio Gabriel Rassi
DD. Presidente do Goiás EC.

          Venho por meio desta responder ao ofício encaminhado por Vossa senhoria em 15 de maio de 2014. Fizemos a avaliação solicitada e chegamos à conclusão da inviabilidade da aceitação do vosso pedido.

Eis as considerações:

1 - O Goiás Esporte Clube está sediado em Goiânia, capital do estado de Goiás, situado na região Centro-Oeste do país. A nomenclatura Copa do Nordeste se destina aos times da referida região.

2 - Os Campeonatos Estaduais na nossa região são importantes para a rivalidade local e para a classificação dos participantes para a Copa do Nordeste. Participar das competições e concorrer a vagas para a Copa do Nordeste estimulam ainda mais os nossos estaduais.

3 - Quando o Sr. critica os estaduais dizendo que "critérios arcaicos de classificação, penalizando agremiações com melhor performance..." acredito que não esteja citando o Campeonato Goiano. Vejo que os times de melhor campanha do seu estado têm vantagem de dois resultados iguais nas decisões. Um exemplo foi o Campeonato Goiano de 2014 que, dois dias antes da redação do vosso pedido, havia sido conquistado pelo Atlético Goianiense, sendo que o Goiás Esporte Clube tinha a vantagem do empate.

4 - Em relação às arrecadações observamos que o vosso time não ficou bem posicionado (20ª colocação) em média de público na Série A 2014 e em 2015, no estadual, vocês também não estão bem posicionados. Imaginamos que algo possa estar acontecendo. Sugerimos que repensem a relação de vocês com a torcida, contratação de jogadores, preços de ingressos e melhores condições no programa de sócios torcedores.

5 - O sucesso da Copa do Nordeste reside na rivalidade local e regional. Infelizmente notamos que o Goiás não tem histórico de rivalidade e nem públicos expressivos quando enfrenta os times da nossa região. No Brasileiro de 2014, no jogo Goiás x Bahia, no Serra Dourada, apenas 2187 pessoas pagaram para assistir a partida. Contra o Vitória o público foi um pouco melhor, ultrapassando os 4 mil pagantes. Não vemos, portanto, no aspecto de público, de que forma o Goiás poderia contribuir para a nossa competição.

6 - Não vemos também uma viabilidade logística para a participação do Goiás na Copa do Nordeste. Os jogos não são realizados apenas nas capitais nordestinas, mas também no interior dos estados, como Picos-PI, Salgueiro-PE, Juazeiro do Norte-CE, Arapiraca-AL e outros.

          Agradecemos a lembrança e admiração com a Copa do Nordeste e desejamos sucesso nas competições que o Goiás está apto a participar.

          Sem mais para o presente momento, subscrevo-me.

Antenciosamente....

Isso é o que eu responderia.

Ainda penso que seria interessante a participação do estado de Goiás na Copa Verde ou a sugestão para a CBF do retorno da Copa Centro-Oeste.


Torcedores do Goiás promovem o #vemprarampa

Torcedores do Goiás farão neste domingo o "Vem pra Rampa".

O evento começará às 14:00 e terá a participação até do ex-jogador Lincoln, um dos maiores da história do clube.

Será uma manifestação pacífica com objetivos bem definidos:

Este é o release do "Vem pra Rampa":

Cansados de serem comparados com a torcida rival por membros da sua própria diretoria, alguns torcedores do Goiás estão organizando, para esse domingo de decisão, um ato na rampa de acesso do estádio Serra Dourada. 

Esta reunião se deu inicialmente por meio das redes sociais e vai aproveitar o momento para resgatar ídolos e valores do passado, entregaremos uma placa para o primeiro ícone do Verdão, Linconl, o Leão da Serra que já aceitou o convite.

Estaremos recebendo os adeptos do movimento #VemPraRampa com equipamento de som, para exaltar os ídolos e conquistas esmeraldinas que foram responsáveis por todos os valores que conhecemos. 

Nós percebemos que com o tempo, muito se perdeu ou simplesmente nunca houve um zelo pela parte de quem administra o clube. Independente do nome de quem seja. Isso agora não importa. O que importa é que deve partir da torcida, resgatar ela mesma como patrimônio e os ídolos que ajudaram a criar essa história de glórias ainda regionais.

REIVINDICAÇÕES DO ATO #VemPraRampa

São três pilares, Memória, Ambição, Respeito e Democracia.
Memória - No Evento, resgataremos um grande ídolo do passado que teremos a chance de homenageá-lo, fazendo o papel que deveria ter sido do clube.

Ambição - A obrigação do maior clube da região Centro-Oeste, tem, ou deveria ter de ser bem administrada e mostrar para a torcida gana, sede ou simplesmente vontade de conquistar títulos nacionais. Mais importante do que títulos e conquistas é a VONTADE de querer. Nesse cenário, até as derrotas merecem nossos aplausos.

Respeito - Somos esmeraldinos e para nós, nosso time é o melhor time do mundo, nossa cidade é a melhor cidade do mundo, nosso Serra Dourada é o melhor estádio do mundo, nossa camisa é a mais linda do mundo E NOSSA TORCIDA É A MELHOR E MAIOR TORCIDA DO DO ESTADO, DA REGIÃO E DO MUNDO.

Democracia - Queremos poder participar mais das ações do clube que amamos e defendemos com tanto prazer. Clube do qual desfilamos com suas cores e símbolos por onde vamos no globo terrestre. Queremos ter voz, poder decidir e quem sabe, um dia, estar dentro. Os maiores dirigentes do futebol em todo mundo ou saíram do campo ou da arquibancada. Pra isso, precisamos exigir aproximação e abertura. Que discutamos regras para isso, mesmo porque sabemos dos riscos de uma abertura deliberada, e precisa de regras para acesso aos esmeraldinos que tenha feeling e que queiram ajudar o clube. Mas no sistema de hoje isso é impossível.

Serviço:
Local: Estádio Serra Dourada,  no alto da rampa de acesso
Horário: 14 às 18h
Objetivo: encontro democrático de torcedores do Goiás,  para ato em favor de mais abertura, respeito e dignidade por parte do clube. Haverá falas e apresentações musicais. 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

A verdade, a ilusão e a mentira

Nota 10 para a promoção do Goiás para na decisão do Goianão.

Nota zero para a transparência. Os dirigentes "preferem" não revelar os valores da negociação.

A informação do preço não pode ser confidencial, pois fará parte do borderô do jogo que deve ser, por lei, divulgado até as 12:00 do dia seguinte no site da Federação.

A verdade: Pelo que apurei os 30 mil ingressos de arquibancada foram vendidos por 100 mil reais.

A ilusão: Para se gabar da negociação, saiu nos bastidores do clube que teriam sido 250 mil reais.

A mentira: No domingo no borderô constará que cada um dos 30 mil ingressos terá custado 1 real.

Bonito né?

O que falam que seria 250, que na verdade é 100, será declarado no máximo por 30 mil reais.

Declarando menos, paga-se menos taxas e impostos. Há quem diga que isso se chama sonegar.

Por exemplo, o estádio Serra Dourada cobra de aluguel 10% da arrecadação. No domingo o jogo terá um custo operacional em torno de 15 mil reais e o estádio receberá cerca de 3 mil.

A diferença é paga pelo governo do estado. Ou seja, por você.

Já passou da hora do estádio cobrar um valor mínimo ou fixo de aluguel por jogo. Goiânia x Iporá, que aconteceu nesta quarta-feira teve 55 pagantes e 670 reais de renda. De aluguel o Goiânia pagou 67 reais.

Uma graça! Não?


Vila Nova atropela o Anápolis e volta à primeira divisão

6208 pagantes no Jonas Duarte em Anápolis
O Galo da Comarca cutucou o Tigre com vara curta.

Com o objetivo de garantir a volta à elite e manter as chances de título, Diego Palhinha abriu o placar aos 9 minutos.

Robston, aos 36, calou os torcedores que provocaram o chamando de "cheirador". O amigo Sérgio Lessa, de O popular, expressou bem na sua página no Facebook que o chute de voleio foi tão forte que o goleiro do Anápolis nem sentiu o "cheiro" da bola. 2 a 0.

No segundo tempo, aos 16, o bom Liniker do Anápolis, diminuiu de falta. 2 a 1. Um minuto depois, Patrick fez o terceiro do Vila. 3 a 1, que acabou sendo o resultado final.

O jogo ainda teve 10 cartões amarelos e um vermelho para Igor do Anápolis.

Com o resultado Vila Nova está garantido na primeira divisão do Goianão 2016.

A definição do campeão fica para a última. Vila Nova e Anápolis têm 12 pontos. O Galo Anapolino tem dois gols de saldo a mais e enfrentará o Iporá, fora de casa. O Vila fará o clássico contra o Goiânia. Os dois jogos serão sábado, 15:30. Quem tiver o melhor saldo de gols no final da rodada será o campeão da Divisão de Acesso.

A diretoria do Vila fará uma promoção. O ingresso custará 20 reais, com a camisa do Vila ou Goiânia, o torcedor pagará meia entrada. Mulher pagará 5 reais em qualquer lugar do estádio.

O Vila Nova, teoricamente, tem um jogo muito mais fácil. Golear o pobre Goiânia não é uma tarefa tão difícil.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Detalhes da negociação entre Goiás e a Creme Mel

A diretoria do Goiás anunciou na manhã desta terça-feira uma parceria com a empresa Creme Mel para o jogo de domingo na decisão do Campeonato Goiano, contra a Aparecidense, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, ás 16 horas.

O torcedor que comprar dois picolés da Creme Mel e apresentar a embalagem vai ganhar um ingresso de arquibancada. A direção do time esmeraldino confirmou também que o ingresso da cadeira será de R$ 40,00.

O Goiás não revelou os detalhes da negociação. Porém, apurei que que a empresa comprou 30 mil ingressos de arquibancada por 100 mil reais.

Se cobrassem 10, 15 ou 20 reais certamente o Goiás ganharia mais do que isso.

Financeiramente pode não ter sido tão boa para o clube. Mas em compensação é o início de uma parceria que pode ser interessante no futuro e até despertar a atenção de outras empresas para promoções parecidas.

Para a torcida é excelente, ingresso barato com consumação de picolé.

A promoção é extremamente vantajosa para a empresa que além de ganhar mídia em todos os veículos de comunicação do estado ainda venderá os seus produtos. Se venderem 60 mil picolés toda a promoção terá saído praticamente pelo preço de custo dos produtos.

Os torcedores do projeto Nação Esmeraldina vão ter a disposição um camarote no setor das cadeiras, com bebidas e produtos da empresa parceira à disposição.

Tudo que for arrecadado será destinado ao pagamento de premiação em caso de título.

Nota 10 para a ação. Que continuem assim.

Mais uma do TJD-GO

Primeiro a "aberração jurídica" no caso Bruno Henrique.

Um caso de mão na bola virou uma suspensão de 12 jogos em primeira instância.

A pena desproporcional foi aplicada através de um artigo inadequado. Juristas renomados e membros do STJD acharam a decisão absurda.

Depois de virar piada nacional, em segunda instância, a pena diminuiu para 1 jogo no artigo adequado.

Nesta terça aconteceria um julgamento envolvendo o Vila Nova. O atacante Frontini e o goleiro Edson seriam julgados e poderiam não participar dos últimos dois jogos da fase final da Divisão de Acesso.

A defesa do Vila Nova conseguiu adiar o julgamento. Motivo: O Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás notificou o clube fora do prazo.

Falar o que né?

Campeão: Goiás, Vice: Camaleão que muda de cor

Domingo será o dia do Goiás comemorar mais um título do Campeonato Goiano.

A vantagem alcançada no primeiro jogo é praticamente irreversível para a Aparecidense. O Camaleão, o animal que muda de cor, que foi azul o campeonato inteiro na hora de decidir amarelou.

O Goiás, mesmo desfalcado, foi mais aplicado, aguerrido, determinado e eficiente.

Hélio dos Anjos soube trabalhar bem durante a semana montando um esquema que, de início, era para não perder.

A diretoria fez sua parte, oferecendo 200 mil reais de premiação.

E depois dizem que o Campeonato Goiano não vale nada.


domingo, 26 de abril de 2015

Decisão do Goianão: Um time contra uma camisa.

Vai começar a decisão do Goianão 2015.

De um lado a Aparecidense, o melhor e mais regular time do campeonato.

Do outro o Goiás, um time que se classificou com a força da sua camisa e tradição no campeonato goiano.

A Aparecidense foi o mais eficiente time que vi nesse estadual. Não teve problemas financeiros, ofereceu boa estrutura desde a pré-temporada, manteve o mesmo técnico e a base da escalação:

Escalação da Aparecidense na estreia, 0 a 0, contra o Itumbiara, no dia 01/02: Pedro Henrique; Eduardo Arroz, Mirita, Felipe e Paulo César (Clayton Sales); Geovane, Abuda (Keninha), Willian Kozlowski e Washington; Robert e Elionar Bombinha (Tozin). Técnico: Márcio Azevedo

Escalação da Aparecidense para o primeiro jogo da decisão: Pedro Henrique; Eduardo Arroz, Filipe, Mirita e Paulo César; Jeferson, Geovane, Willian Kozlowski e Washington; Robert e Tozin. Técnico: Márcio Azevedo.

Durante o campeonato a escalação da Aparecidense foi modificada, para melhor, apenas a dupla de volantes com as entradas de Jeferson e Geovane e o comando de ataque com o artilheiro Tozim que virou titular desde a 3ª rodada do 2º turno.

Já o Goiás mudou bastante desde a estreia, no dia 31/01, no 2 a 2 contra o Trindade: Renan; Bocão, Felipe Macedo, Júnior Lopes e Felipe Saturnino; Rodrigo, David e Esquerdinha (Paulo); Ruan (Danilo), Erik e Bruno Henrique (Felipe Menezes). Técnico: Wagner Lopes.

Escalação do Goiás para o primeiro jogo das finais: Renan; Everton, Felipe Macedo, David e Alex Alves; Ygor, Rodrigo, Esquerdinha e Felipe Menezes; Ruan e Erik. Técnico: Hélio dos Anos.

Para o jogo deste domingo vemos apenas a manutenção de Renan e Felipe Macedo na linha de defesa. David, da base, vai estrear no time profissional com Alex Alves indo atuar na lateral esquerda improvisado. No meio entra Ygor, experiente, porém fora de ritmo vindo de contusão. Felipe Menezes não foi titular na estreia, mas se firmou durante o campeonato com um rendimento satisfatório. Ruan, irregular na competição, será titular ao lado de Erik. Outra mudança foi a troca de treinador.

Por todos esses fatores a Aparecidense hoje é melhor que o Goiás, por isso a considero favorita.

O Goiás, se levar a taça, será pela força da sua camisa. Em tempos atrás eu poderia dizer que seria também pelo fator torcida, porém nos tempos atuais, há esmeraldino até torcendo contra para que a diretoria acorde e invista no Brasileirão.

Será o duelo de um time contra uma camisa.