sexta-feira, 15 de maio de 2015

Caso Boca x Ríver terminará em pizza apimentada?

Torcida com gás de pimenta, Drone, sorte que não teve revólver, metralhadora e granada de mão.

O que aconteceu no jogo entre Boca Juniors X River Plate nesta quinta-feira, é só a consequência de anos e anos de vistas grossas das autoridades, para as barbaridades que acontecem sempre no Libertadores.

Sempre aconteceu de tudo. Foguetórios de madrugada nas portas hotéis que se hospedam os visitantes, vestiários sem água e sem local de aquecimento para os jogadores, àrbitros caseiros que deixam a violência correr solta, atos de racismo e muito mais.

O lugar mais tranquilo para se jogar é disparadamente o Brasil. Apesar de ter partido de brasileiros um dos atos mais graves da história. A morte do garoto com o sinalizador em Oruro ficou na impunidade e no esquecimento.
Conmebol chegou a anunciar a classificação do Ríver.

Absurdo promete ainda promete ser o desfecho do gás de pimenta. Infelizmente acredito mais uma vez na impunidade. A Conmebol chegou a anunciar a exclusão do Ríver, depois voltou a atrás e sustentou a dúvida.

O Boca, mesmo não sendo diretamente culpado, merece punição. A atitude do seu torcedor visava prejudicar o adversário do Boca. Livrar o clube de punição é abrir precedentes para que nos próximos confrontos as torcidas venham a buscar estratégias semelhantes ou piores. Não há limites para bandidos.

Uma evidência da impunidade é que a perícia teria chegado à conclusão que o gás de pimenta foi disparado de dentro do campo e não da torcida.

A perícia desafia a imagem que todos viram.

Será que eles acham que o próprio Ríver, com a classificação na mão, teria provocado o ocorrido?

Qual seria a explicação?


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dirigente fala bobagem e toma resposta de treinador

Domingo, depois do empate com o Vasco o técnico Hélio dos Anjos desabafou:

“Tem gente dentro do clube que fica dando entrevista e enchendo o saco, sem saber o porquê tirei um jogador e outro. Dirigente quando pega microfone é uma tragédia.  Um menino que vem de 15 jogos seguidos, precisa de descanso. As pessoas têm que entender como é feito o futebol. Tenho 30 anos de futebol sei o que estou fazendo. Ele fala o quer e eu também, simples”.

E ele tem razão. Na sexta-feira, na rádio 730, Sérgio Rassi deu mais uma entrevista desastrosa.

Vamos às frases e análises:

"Harlei, estou preocupado com algumas situações no clube. Primeiro lugar, não podemos jogar sem alas." - Ué, presidente? Por que não contrata?

"Segundo lugar, não agüento mais ver o Goiás levando gols de bola parada, em cruzamentos para a nossa área. Principalmente essa bola que vem lançada no meio da área, meio que frontal" - Pois, é. Foi a PRIMEIRA VEZ em 2015 que o Goiás tomou um gol assim. Outros 3 gols de "bola parada", contra o Atlético, Crac e Trindade não foram frontais.

"Aqueles atletas que estão se mostrando desinteressados com o clube, que sejam, de uma maneira quase imediata, afastados do clube, porque são jogadores que estão pensando em outras equipes, em outros contratos e não estão se dedicando mais da mesma forma que se dedicavam ao clube. Tem de colocar alguém que queria, de fato, suar a camisa e dar o seu máximo". - Ele estava falando de quem? Do esquerdinha? Por que não rescinde com ele logo?

Hélio dos Anjos está certo.

Isso já havia acontecido com Wagner Lopes.

Não é bom para o comando do treinador ter um o trabalho questionado publicamente por que não conhece futebol.

Poderia gastar a sua energia idealizando um melhor plano de sócio torcedor e buscando um patrocinador máster para o Goiás.

Quem mandou tampar a placa?

Uma cena patética. Tampar o nome do investidor que construiu o estádio do Palmeiras. No jogo entre Palmeiras e Atlético-MG no último sábado.

Quem viu a placa branca já lembrou de "Allianz". A idiotice de quem fez isso chamou mais a atenção e ganhou mais mídia do que se não tivessem feito nada.

A CBF logo tratou de soltar uma nota dizendo que o fato não irá se repetir. Justificou que a empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais teve excesso de "zelo".

Torcedores e funcionários do clube testemunharam que a pessoa que teria pedido para cobrir as placas teria dito que as ordens eram da Globo.

Pela nota a CBF admite a culpa. Mas se houve o excesso de zelo foi por causa da Globo. É ela que está com esses melindres principalmente com a empresa Allianz.

Os locutores são proibidos de falar o nome oficial do estádio.

Nesse ano em um jogo entre Palmeiras e Red Bull no Allianz disseram que Palmeiras enfrentou o RB Brasil na Arena.

A emissora que faz isso agora é a mesma que na Copa da Alemanha não se importava que seus locutores dissessem que estavam no "Allianz Arena" em Munique. Hoje, até nos textos dos sites, se referem ao estádio com a primeira letra minúscula,  apenas como "arena".

Isso seria excesso de zelo mesmo?

Acredito que a Globo tenha é medo.

Medo que surjam novos investidores que gastem mais do que ela.

É o dinheiro da Globo que move hoje o futebol brasileiro. Nada mais aterrorizante para ela do que ver uma seguradora que constrói estádios de Copa do Mundo e uma fábrica de energéticos que tem times de futebol e uma equipe na Fórmula 1, entrando com força no Brasil.

Já imaginaram se cada time do Brasileirão tiver o seu "Allianz Arena" lucrando 2 milhões de reais por jogo?

Não seriam mais os "mortos de fome" na hora da negociação dos direitos de TV.

Seria então a perda do controle da "toda poderosa".

As atitudes de tentar esconder o nome dessas empresas não impedirão que os clubes evoluam e deixem de ser dependentes, mesmo que isso demore muito.

Os programas de sócios torcedores, royalties de produtos licenciados, patrocínios e a bilheteria redescoberta nas novas arenas são os caminhos para que em longo prazo as cotas de TV representem apenas uma parte dos ganhos dos times. Só depende deles.