sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Opinião do torcedor: Respeite as cores Jovair!

Respeite as cores Jovair
Por Paulo Winícius Maskote

Torcida do Atlético, mesmo castigada, é a mais fiel.

No último dia 31 de outubro, às vésperas do Dia de Finados, a torcida do Atlético Goianiense, do time mais tradicional desse Estado, é assombrada com mais uma infeliz declaração do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Jovair Arantes. O dirigente e deputado federal solta pérolas como a de que a torcida do Atlético “...tem que tirar o pijama” e de que “... não gosta de futebol” e agora  deprecia o torcedor dizendo que “ Se a torcida continuar assim, não vai dar pra tocar o clube” (http://portal730.com.br/atletico-goianiense/jovair-arantes-abre-o-jogo-e-cutuca-a-torcida-se-continuar-assim-nao-vamos-dar-conta-de-tocar-o-clube).

O Dirigente afirma que a renovação do patrocínio com a Caixa Econômica Federal estaria mais difícil por culpa da ausência da torcida. Porém o torcedor se pergunta “Se o Atlético não renovar o contrato com a Caixa não seria muito mais porque o deputado da “bancada da bola” bateu de frente com o Governo Federal, questionando as contrapartidas e responsabilizações aos times e dirigentes que aderissem ao Profut ?”

Como culpar a torcida do Atlético por não ir ao estádio para ver esse time limitadíssimo que temos em 2015? Comparecer ao estádio para ver o que? O segundo pior ataque do campeonato? Ver um time que ficou em 6º lugar na fraquíssima edição do campeonato goiano de 2015? Torcedor não sai de casa pra ver mais um empate entre os tantos que já conquistamos, no máximo fica feliz de não sermos rebaixados e clama por um time competitivo para 2016. Ah, e não me venham falar de ausência da torcida em 2014, quando o time ate as dez ultimas rodadas da Série B ainda brigava para não ser rebaixado, só engrenou no final e ainda com ingressos caros. No futebol goiano, em geral, o torcedor não vai ao estádio se o time não inspira confiança, que o digam os públicos do Vila Nova de 126 pagantes contra o ABC e 139 pagantes contra o Paraná na série B de 2014 ou mesmo os públicos do Goiás contra Avaí e Chapecoense na série A desse ano, de 1.105 e 1.170 torcedores, respectivamente.  Todos esses públicos menores do que os que o Atlético vem tendo. 

Como se já não bastasse uma crônica verde e outra vermelha que não engolem o crescimento do Dragão, agora o torcedor tem que aguentar seu próprio dirigente lhe desprestigiando.  O que se passa na cabeça de um dirigente para falar mal da própria torcida? Alguém já viu alguma torcida crescer ou frequentar mais o estádio graças a um dirigente que critica sistematicamente o torcedor? Eu nunca vi, acho que pelo contrário só desmotiva. 

Seria então uma tentativa do dirigente de tirar o foco sobre a equipe limitada que foi montada sob sua anuência e concordância? Seria uma forma de não ter que falar e assumir suas responsabilidades sobre a dívida de cerca de 40 milhões de reais contraídas pelos dirigentes do clube nos últimos anos? Todas essas dívidas contraídas em gestões nas quais o senhor Jovair era dirigente. Inclusive a tão depreciada última gestão do ex-presidente Valdivino de Oliveira 2013-2014, na qual Jovair era o vice. 

Que história é essa de “Se continuar assim, não vai dar pra tocar o clube ? O senhor acha que está fazendo um favor em ser dirigente do Atlético ? Lhe respondo : Não está !! Aliás não é a torcida que deu um voto de confiança para o senhor?  Ou não foi o senhor que  propôs a extinção do Atlético para formar um novo time em fusão com o Goiânia no final dos anos 90 e início dos 2000? Não era o senhor o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético que assinou acordo ao lado de Alencar Junior pra acabar com o estádio Antônio Accioly e transformá-lo em Shopping em acordo com construtoras ? Torcedor bom para o senhor seria o da torcida organizada do Goiás ? Que apoiou sua campanha política para prefeito em 2012.  Porque deles não me lembro do senhor criticar (http://cleubercarlos.blogspot.com.br/2012/08/torcida-forca-jovem-do-goias-declara.html) .  

 Quem assume a gestão do Atlético tem que ter consciência de que temos uma torcida que foi massacrada desde os anos 1970 com péssimas gestões e jejuns de títulos. Justamente no período de maior crescimento populacional do estado e da capital o Atlético vê seus rivais ganharem muito mais títulos e ocuparem espaço em meios de comunicação que se proliferavam entre os brasileiros, como a TV, o Rádio Esportivo e Jornais, fazendo Goiás e Vila Nova ganharem milhares de novos torcedores.  É essa a situação que leva o Dragão, que teve a maior torcida do Estado, entre os anos 1940 e meados dos 70, a ter um decréscimo vertiginoso de torcedores. Só agora após 2006 é que a torcida atleticana está voltando a crescer, e  segundo pesquisa da PluriConsultoria, de 2012, era a torcida que mais crescia em Goiás. Porém é preciso paciência e empenho em ajudar nesse crescimento. 
É triste ver um dirigente atacar a torcida como se não tivesse responsabilidade nenhuma pelo afastamento dos torcedores do estádio. Qual a responsabilidade dos dirigentes pela situação de inatividade e abandono do Estádio Antônio Accioly desde 2011? O time ao se afastar de sua casa e de suas origens não perde o apoio uma grande maioria de torcedores?  

Do tempo das “vacas gordas”, quando o time esteve 3 anos na série A, até hoje, não houve nenhum investimento em iniciativas para aproximar o time da torcida. Nada de programa sócio torcedor (que times muito menores que o Atlético já tem), de campanha para vender títulos para novos sócios proprietários ou de investimento no setor de Marketing para fortalecer a imagem do clube junto a possíveis novos torcedores. Hoje o Atlético sequer tem uma sala de troféus ou um memorial destacando suas inúmeras glórias e feitos. 
O Atlético mantém cláusulas restritivas em seu estatuto ao só permitir que seja eleito presidente quem já ocupou cargo eletivo, o que quase inviabilizou as últimas eleições no clube. Ou seja, dessa forma só os mesmos dirigentes de sempre poderão ocupar a frente do Atlético. Depois ainda fazem o discurso covarde de que se os mesmos dirigentes de sempre estão assumindo é porque ninguém mais quer assumir, como se o nosso histórico Dragão estivesse “largado para as cobras”. Negativo senhores. Temos atleticanos capacitados em todos os campos da sociedade goiana, entre magistrados, intelectuais, desportistas, enfim, trabalhadores de todas as áreas. A torcida atleticana espera a tão falada reforma estatutária que foi prometida na posse da última gestão. Nós sócios também esperamos sermos chamados para ajudar o clube, e tomarmos pé da situação do nosso Dragão, e não só para votarmos de dois em dois anos. 

Está passando da hora de abrir o time para que novos torcedores possam se tornar sócios, contribuindo e opinando, visando a formação de futuros dirigentes. É preciso seguir o caminho de times que tem um grande contingente de sócios, que possam influir e contribuir nas principais decisões do time. 

O Atlético precisa voltar a ser o “Time do Povo”, e para que isso ocorra a abertura do time é indispensável. Torcedor não tem que só pagar ingresso e aguentar desmandos, endividamento do clube, destruição de patrimônio e ainda essa recente falta de ambição que chama o torcedor pra ver um time coadjuvante até no Campeonato Goiano. De 2006 a 2012 a torcida confiava no time e sempre apareceu em peso, sempre que o Accioly esteve funcionando o torcedor lá estava.  A torcida atleticana, mesmo castigada por ver a equipe conquistar somente três títulos em um período de 34 anos, entre 1972 e 2006, foi a campeã de público do campeonato goiano de 2006, mostrando que existia e resistia. Depois tivemos média de público superior ao Vila Nova na serie B de 2009, média de publico igual a do Goias  na serie A de 2010, e ate em situações como fuga de rebaixamento a torcida mostrou seu potencial quando compareceu em cerca de 20.000 torcedores no ano de 2013 no jogo contra  o Guaratinguetá, pela série B.  

O recado então é: Quer ser dirigente do Atlético?  Entenda mais da torcida e do clube que dirige. Nossa torcida está em reconstrução e proporcionalmente é a que mais comparece no estádio. Como dizia nosso torcedor histórico, o Divino Donizete, em seu carrinho de catar papel e nas arquibancadas: “RESPEITE AS CORES”.  Falar mal da nossa torcida não!!  

Paulo Winícius Teixeira de Paula – Historiador, Professor e Mestre em História pela UFG e sócio proprietário do Atlético Clube Goianiense. paulowinicius@gmail.com

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Notícias iguais, sentimentos diferentes


"Guto Veronez decide não se candidatar à reeleição no Vila Nova"

Provavelmente seja a pior notícia do ano para o torcedor colorado.

"Sérgio Rassi decide não se candidatar à reeleição no Goiás"

Provavelmente seja a melhor notícia do ano para o torcedor esmeraldino.

Enquanto um torcedor se preocupa o outro se anima.




domingo, 1 de novembro de 2015

Professor do Goiás é agredido no pátio do Vila Nova.

Um profissional foi agredido por que estava com uniforme do Goiás no pátio do Vila Nova.

Ele estava trabalhando, foi lá acompanhar um jogo entre Vila Nova e Goiás pelo Campeonato Goiano Sub-13.

Era um dia atípico, torcedores estavam no pátio comprando ingressos para o jogo desta segunda feira pela semifinal da Série C.

Porém, nada justifica o ocorrido.

Willian Mendes não era um torcedor provocando, ele é um profissional que estava lá à trabalho.

A diretoria do Vila Nova também não pode ser responsabilizada pela ignorância de uma minoria.

Os dois clubes repudiaram a agressão covarde:

Nota oficial - Goiás Esporte Clube

O Goiás Esporte Clube externa com veemência sua absoluta indignação perante os atos covardes de vandalismo, selvageria e barbárie de aproximadamente 15 torcedores do Vila Nova Futebol Clube com Willian Mendes, professor do Projeto Integração da equipe esmeraldina. O profissional alviverde foi agredido na manhã deste sábado, 31, no estacionamento do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, ao chegar para trabalhar na partida entre Goiás e Vila pela semifinal da Copa Goiás sub-13. O grupo de vândalos atacou Willian com socos e pontapés, quebrou o aparelho de telefone celular do professor do Goiás e rasgou suas vestimentas. Ato assistido por funcionários vilanovences que, além de não intervir, impediram a entrada de Willian na área dos vestiários do OBA. Sem condições de exercer seu trabalho, motivo pelo qual estava na sede do Vila Nova, Willian teve dificuldades em deixar o local, já que, mesmo após as agressões, não havia nenhum policiamento no estádio.

Toda a entidade esmeraldina condena quaisquer atos de vandalismo e agressão contra qualquer cidadão, ressaltando que sempre tratou com total respeito e cuidado todas as equipes que visitam o estádio Hailé Pinheiro ou Centro de Treinamento Edmo Pinheiro. Inclusive o próprio Vila Nova Futebol Clube e seus torcedores, em inúmeras ocasiões, lhes concedendo todas as condições de trabalho e assistência, sobretudo segurança. Desta forma consideramos a reciprocidade um sinal mínimo de civilidade.

O Goiás Esporte Clube prestará total assistência ao professor Willian Mendes e tomará as providências cabíveis no âmbito criminal da justiça comum e também junto à Federação Goiana de Futebol.

Além da agressão ao profissional esmeraldino, o Vila Nova infringiu o artigo 13 do regulamento da Copa Goiás categoria sub-13, que garante entrada gratuita em todos os jogos da competição. A agremiação colorada, em uma estratégia para dificultar a entrada dos pais dos atletas alviverdes, cobrou o valor de R$5 (cinco reais) pelo ingresso para que eles pudessem assistir à partida. Este fato está documentado em um vídeo que o Goiás Esporte Clube poderá disponibilizar aos interessados.

O Goiás lamenta, que ainda hoje tenha que conviver com práticas baixas e inescrupulosas no futebol goiano, ainda mais por se tratar de um evento que envolvia crianças, que estão em processo de formação e, tão novas, já sendo submetidas a cenas estarrecedoras como a agressão de hoje ao professor Willian Mendes.

Nota oficial - Vila Nova Futebol Clube

O Vila Nova Futebol Clube repudia todo e qualquer ato de violência contra torcedores ou funcionários, sejam eles vilanovense ou não. Na manhã do último sábado, tivemos uma situação isolada envolvendo um grupo de torcedores e um funcionário do Goiás Esporte Clube.

Ao tomar conhecimento da situação envolvendo Willian Mendes, o diretor das categorias da base Müller Meira, tomou frente e prestou toda assistência necessária para garantir a integridade física do profissional. O fato isolado que hoje aconteceu no OBA, também foi vivenciado por pessoas ligadas ao Tigre em outras ocasiões na casa do Goiás. A violência é um problema social e em conjunto esperamos resolver a situação da melhor forma.

É importante ressaltar que o acesso de toda a delegação da partida não teve nenhum problema ao adentrar nas dependências do OBA. Previamente avisados, atletas e comissão técnica, entraram e saíram pelo local destinado. Equipes visitantes tem entrada exclusiva localizada na Saneago. O funcionário do clube goiano chegou ao Vila pela entrada principal em seu veículo particular, o que no mínimo demonstrou ausência de prudência.

Em relação à alegação de cobrança indevida de ingressos para a partida, o valor simbólico era opcional.

Guto Veronez decide não se candidatar à reeleição no Vila Nova

Guto Veronez, presidente do Vila Nova decide não se candidatar à reeleição.

Sobre essa decisão:

É para se lamentar. O futebol goiano precisa de dirigentes arrojados e inteligentes como o Guto. Ele tirou o Vila Nova do fundo do poço.

É para reconhecer. Guto mostrou que é possível sim administrar bem o Vila Nova com boa vontade e disposição.

É para respeitar. Quando a decisão é de foro particular não há como questionar.

É para se preocupar. Existiria hoje outro "Guto" no Vila Nova?

Depoimento de Guto Veronez no Facebook:

OS ÚLTIMOS 30 DIAS ...
Por Guto Veronez

"Depois de mais uma grande conquista que não foi nada fácil começarão as VAIDADES no Vila, isso porque ainda não conseguimos nosso maior objetivo que é ser mais uma vez CAMPEÃO este ano. 
Hoje eu sei quem esteve comigo durante este ano que abri mão de tudo na minha vida particular, para viver no VILA NOVA e resgatar o respeito, à dignidade e a credibilidade,e hoje somos RESPEITADOS. 
Da mesma forma que sei quem esteve comigo, e sei quem não esteve, e quem só fez barulho (ARARA) e pouco ajudou,mais dizia que iria ajudar,e quem jogou contra o próprio clube e estava ali pertinho da gente torcendo pra dar errado.(se fudeu)
Palpites vieram e vão vir de todos os lados mas na hora de assumir o comando ninguém apareceu e ninguém quis pois sabemos que o Vinícius Marinari foi induzido para a eleições por alguns covardes que preferiram usar ele do que sair candidato (tenho as entrevistas) dar palpites é muito fácil ... Cornetar mais fácil ainda .... agora ir lá e executar é para poucos.
Em uma de várias reuniões que tivemos este ano ouvi de dois diretores que eu fui o pior presidente de gestão de pessoas no Vila, talvez por não agradar os mesmos em suas preferências, amizades e vaidades pessoais, mais sei q o fato de cobrar das pessoas que só engana ou se acham o TAL e fingem que trabalha é um ato natural que elas critiquem quem as o tira da ZONA DE CONFORTO elas são subordinadas e vão reclamar aos seus superiores e eles e acabam criando esse tipo imagem ...
Tmb ouvi pela rádio TIGRÃO que eu no momento das eleições usei algumas pessoas da diretoria apenas para obter votos, pois bem isso é política e na política de qualquer pleito eleitoral existe um pouco de interesse de ambos os lados, principalmente para um desconhecido PARAQUEDISTA.
Mais graças a Deus tudo deu certo independente do título que possa vir ou não mais vamos lutar por ele ...
Este ano foi excelente para o nosso VILA NOVA .... dois acessos... 
Ufa e como foi excelente .
O meu compromisso com o Vila se encerra 1 de Dezembro e não vai continuar.
Quero,vou e preciso ser um torcedor comum nas arquibancadas, o desgaste é muito grande com as VAIDADES e até mesmo com CIÚMES das pessoas que nos cercam.
Existe na minha opinião muita coisa a ser feita ainda de forma bem diferente, mais isso no meu ponto vista de gestor é óbvio, mas já não me pertencer mais ... 
Gostaria de que por tudo ou pouco que fiz vcs respeitassem a minha vontade de
NÃO pleitear mais o cargo de PRESIDENTE Executivo.
“Imagine a VIDA como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são: O VILA – sua Família – sua Saúde – seus Amigos e sua Vida Espiritual, e você terá de mantê-las todas no ar.
Logo você vai perceber que o VILA é como uma bola de borracha. 
Se soltá-la, ela rebate e volta.
Mas as outras quatro bolas:
Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.
Deve entender isto: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso..."